A investigação que resultou na Operação Limos, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20), apura supostas irregularidades em um contrato de mais de R$ 4 milhões destinado ao fornecimento de alimentos para merenda escolar em São Raimundo Nonato. O contrato Nº 168/2021 foi celebrado durante a gestão da ex-prefeita Carmelita Castro (PT).
As apurações indicam que a licitação foi direcionada por meio da inserção de cláusulas restritivas irregulares e da atuação articulada entre empresas participantes, favorecendo a contratação pré-definida de uma fornecedora de alimentos sediada em Picos. Conforme a Polícia Federal, o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos.
A empresa ganhadora do certame para o fornecimento dos materiais relativos à merenda teve o contrato celebrado em 2021 com o valor total homologado de R$ 4.070.476,69 e perdurou até dezembro de 2024.
Operação Limos
A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (20) a Operação Limos, com o objetivo de desarticular grupo suspeito de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro em São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí. A investigação é de 2024 e tem como foco contrato da gestão municipal anterior celebrado no ano de 2021 para fornecimento de merenda escolar.
Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, São Raimundo Nonato e Picos. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. As apurações indicam a possível atuação conjunta entre agentes públicos, empresários e agentes políticos para fraudar contratos destinados ao fornecimento de merenda escolar no município de São Raimundo Nonato.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a ex-prefeita Carmelita Castro não respondeu às mensagens encaminhadas por WhatsApp. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Brunno Suênio
Jeyson Moraes
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