Moizaniel Moreira da Silva Filho, morto a tiros na tarde desta sexta-feira (29) após ser perseguido por criminosos no Centro de Teresina, possuía uma extensa ficha criminal. Conforme apurado pelo GP1, o indivíduo foi denunciado por integrar uma organização criminosa especializada em roubos de terminais bancários e respondia a um processo por matar um homem atropelado. Ele também era acusado de participar do latrocínio do policial militar Francisco Machado de Carvalho Júnior, mas foi absolvido pela Justiça do Piauí.
Segundo informações do subtenente Willame, do BPRone, Moizaniel Moreira era conhecido pela alcunha de “Filho Bombado” e foi liberado da unidade prisional há poucos meses. Ele foi perseguido e executado a tiros por criminosos que estavam em uma motocicleta. O indivíduo foi atingido por sete disparos de arma de fogo e morreu na Rua Clodoaldo Freitas.
Explosão em caixas eletrônicos no Instituto Dom Barreto
No primeiro processo obtido pelo GP1, Moizaniel Moreira e outras nove pessoas são réus por participarem de organização criminosa especializada em roubos de terminais bancários no ano de 2016. Em 21 de novembro do referido ano, os bandidos armados explodiram dois caixas eletrônicos do Banco do Brasil e do Bradesco, situados no Instituto Dom Barreto.
Durante a ação, vigias da escola foram rendidos pelos criminosos. Os bandidos também espalharam diversos grampos nas ruas para dificultar o acesso da Polícia Militar ao local da ocorrência.
Acusado de atropelar e matar homem no bairro Mafrense
O Ministério Público do Piauí (MP-PI) denunciou Moizaniel Moreira da Silva Filho por matar Manoel da Cruz Costa atropelado no Bairro Mafrense, zona norte de Teresina. O crime aconteceu em 22 de julho de 2023, quando o acusado, sem possuir CNH ou permissão para dirigir, atropelou a vítima enquanto ela atravessava a Rua Teodoro Castelo.
Conforme descrito pelo MP-PI, Moizaniel dirigia um carro modelo Toyota Corolla a 95,4 km/h, enquanto a velocidade permitida na via é de apenas 60 km/h. O impacto do veículo contra a vítima fez com que Manoel da Cruz fosse lançado a 15 metros, o que lhe causou ferimentos fatais. Após o atropelamento, o indivíduo fugiu do local sem prestar socorro.
Réu por matar PM do Maranhão na Justiça do Piauí
Em denúncia feita pela promotora Francineide de Sousa Silva, os indivíduos Moizaniel Moreira da Silva Filho, Marcus Vinicius Ferreira, Bruno Feitosa Cabral e Leonardo Araújo da Silva Sousa, foram acusados de participar do latrocínio do policial militar do Maranhão Francisco Machado de Carvalho Júnior. O crime ocorreu no dia 25 de agosto de 2023 na Avenida Barão de Gurguéia.
Carvalho Júnior, sargento da Polícia Militar do Maranhão, trabalhava como segurança particular do Sindicato dos Arrumadores do Comércio Armazenador e Trabalho de Movimentação de Mercadorias (SINDATRAM), quando os quatro denunciados tentaram subtrair o dinheiro que estava com os fiscais da entidade. O policial e um fiscal foram atingidos por disparos de armas de fogo efetuados pelos suspeitos, o que resultou na morte do sargento.
O juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, Caio Cézar Carvalho de Araújo, julgou improcedente a acusação e absolveu os réus. Segundo o magistrado, a autoria do crime não foi comprovada, pois as provas apresentadas eram frágeis para condená-los. Ele também desconsiderou a acusação pelo crime de associação criminosa, por falta de elementos que cumprissem os requisitos para classificação da prática.
Carolina Matta
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