A jornalista Alline Vasconcelos expôs nas redes sociais a atuação de flanelinhas na Avenida Marechal Castelo Branco, em Teresina, uma das principais vias da capital piauiense, conhecida por concentrar grande número de praticantes de atividade física. Nesse sábado (30), ela contou que os responsáveis chegam a cobrar R$ 20 para as pessoas estacionarem em local público, e questionou a Prefeitura de Teresina e a Strans sobre a situação.
O vídeo feito por Alline foi publicado no Instagram e já acumula mais de 80 mil visualizações na plataforma. A foto que ilustra a publicação é a de carros estacionados na calçada de um prédio abandonado na Avenida Marechal Castelo Branco, com uma fita de isolamento e cones. Próximo aos veículos, tem dois homens. Um deles veste colete.
Segundo a jornalista, o registro foi feito às 7h do sábado (30), no entanto, ela contou que pessoas que chegaram mais cedo no local disseram que não tinha flanelinha, e que eles foram aparecer tempos depois. “Não tinha fita. Não tinha cone. Não tinha nada. E, na hora que você vai tirar seu carro, eles ficam lá cobrando. Quer dizer, você chega cedo, deixa seu carro, quando você volta, tem uma fita isolando com cone, pessoas de colete te cobrando para estacionar no lugar público”, disse Alline em tom de indignação.
Ela também questionou a atuação de órgãos públicos. “A Strans está lá todo sábado porque eles interditam a Marechal. Eles com certeza viram isso aqui. Não sei se atentaram, mas não tem como não ver. E eu quero saber até onde isso aqui vai dar”, afirmou a jornalista.
No relato, Alline Vasconcelos relembrou que há um mês, no mesmo local, flanelinhas estavam cobrando as pessoas para estacionarem os carros na Avenida Marechal Castelo Branco. “Já tinha gente cobrando, e era R$ 20 que ele cobrava para deixar seu carro”, pontuou.
Lei regulamenta o serviço de flanelinhas em Teresina
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), sancionou em 18 de agosto de 2025 a lei que regulamenta a atividade de flanelinhas. Ela determina que eles só podem trabalhar em áreas autorizadas pela Strans e que devem usar crachá ou outro tipo de identificação.
Esses guardadores de carro também estariam proibidos de usar qualquer tipo de sinalização durante o serviço, que também só poderia ser realizado com a autorização do motorista.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a assessoria da Strans não se manifestou sobre o ocorrido até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Carolina Matta
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