Os delegados Matheus Zanatta e Yan Brayner, da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), concederam coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (07) após a prisão na zona leste de Teresina da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, acusada de agredir e torturar uma empregada doméstica de 19 anos em Paço do Lumiar, no Maranhão.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, a empresária deixou o Maranhão ainda na quarta-feira (6) com destino a Teresina, onde passou a noite na casa de um tio. Posteriormente, ela saiu do imóvel e, conforme o delegado, tentava fugir quando foi localizada e presa por equipes da Secretaria de Segurança Pública em um posto de combustíveis no Balão do São Cristóvão.
“Hoje, a Polícia Civil, por meio do SEIC, lá do Maranhão, cumpriu algumas medidas em São Luís e não conseguiu achar essa investigada para fazer o cumprimento do mandado de prisão. Eles trocaram informação com a nossa diretoria de inteligência, onde supostamente essa empresária poderia estar. Nós fizemos diligências e conseguimos efetuar a prisão dela nesse posto que fica aqui em São Cristóvão. Ela já estava saindo do posto e tudo indica que ela iria fugir, iria se furtar a aplicação da lei penal”, afirmou Zanatta.
Crime bárbaro
O delegado Yan Brayner destacou um áudio da acusada que viralizou nas redes sociais, em que ela narra com detalhes os crimes cometidos contra a empregada doméstica. A mensagem, compartilhada em um grupo de amigos, demonstra, segundo a autoridade policial, o desvalor da acusada para com a vida humana.
“Esse crime ganhou essa repercussão nacional em razão de um áudio que foi veiculado ontem na mídia nacional, onde ela narra a amigos se envaidecendo desse ato, ela narra que uma pessoa, que foi presa na data de hoje, um policial militar do Estado de Maranhão, inseriu uma arma de fogo na boca da vítima, que ela agrediu a vítima por mais de uma hora. Essa vítima ficou muito lesionada e a gente vê esse perfil dessa investigada que demonstra o desvalor dela pela vida humana, por considerar que essa pessoa tem uma condição socialmente e econômica inferior a ela e agora ela vai responder pelo crime cometido, esse crime bárbaro”, afirmou.
Acusada não ofereceu resistência
O delegado Zanatta ressaltou que a empresária não ofereceu resistência no momento da prisão. “Ela não resistiu à prisão, foi muito tranquila a prisão. Não prestou depoimento até porque ela vai prestar depoimento por quem preside o inquérito policial, que é o pessoal do SEIC do Maranhão”, pontuou a autoridade policial.
A empresária deve ser recambiada em uma aeronave para o estado do Maranhão, onde deve ficar à disposição da Justiça.
Jeyson Moraes
Ver todos os comentários | 0 |