O pré-candidato a deputado estadual Vinícius Dias afirmou nesta quarta-feira (24) que houve divergências internas no Partido dos Trabalhadores (PT) em torno da indicação de sua irmã, a arquiteta Iasmin Dias, para ocupar a primeira suplência da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Júlio César (PSD). A declaração foi dada após a desistência de Iasmin da vaga, que acabou sendo destinada à ex-vereadora Rosário Bezerra.
Ao comentar a decisão da irmã, Vinícius afirmou que Iasmin colocou seu nome à disposição da legenda para contribuir com o projeto político do partido, mas avaliou que a permanência dela na chapa não seria adequada diante das divergências surgidas internamente. “Iasmin tinha se colocado à disposição do partido, assim como eu. O partido toma as decisões que são cabíveis, é feito no diálogo, de forma interna. Eu acredito que ela colocou o nome dela para ajudar. Se for algo para gerar intriga, divergência, que não for algo para unificar o partido nessa chapa, então é ideal que ela não faça parte no momento”, declarou.
Segundo o médico, críticas feitas por integrantes da sigla à indicação de Iasmin tiveram relação com o fato de ela ser filha do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. Apesar disso, Vinícius afirmou não concordar com os questionamentos. “Teve falas de pessoas ligadas ao PT que levantaram críticas em relação ao nome de Wellington Dias, principalmente em questões familiares. Eu não vejo dessa forma. Eu acredito que quando você coloca seu nome em uma disputa eleitoral, quem vota é o povo”, pontuou.
Questionado sobre as críticas feitas pelo deputado federal Merlong Solano à indicação de Iasmin Dias para a primeira suplência, Vinícius Dias confirmou que o parlamentar se posicionou contra a escolha, mas destacou que a decisão cabe ao Partido dos Trabalhadores. “Sim, ele fez essa fala e eu não entendi muito o contexto da conversa que estava acontecendo. Mas deixar claro que a decisão da suplência é uma decisão partidária do Partido dos Trabalhadores”, afirmou.
O pré-candidato também defendeu a escolha de Rosário Bezerra para compor a chapa de Júlio César, argumentando que o nome da ex-vereadora conseguiu reunir consenso entre as principais correntes da legenda. “O nome de Rosário é o nome mais forte no momento, é a cara do PT, uma mulher, negra, foi vereadora, já tem uma bagagem política importante e trouxe uma unanimidade na base”, concluiu.
Com colaboração do repórter Neile Castelo Branco
Izabella Furtado
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