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Teresina - Piauí

Família relatou ameaças contra segurança assassinado em Teresina, afirma delegado

Segundo a polícia, familiares mencionaram um desentendimento envolvendo a paternidade de uma criança.

O delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o segurança Erismar Rodrigues dos Santos, assassinado a tiros na última sexta-feira (10), em Teresina, estava sofrendo ameaças. A informação foi repassada á polícia por familiares da vítima.

Em entrevista a jornalistas na manhã desta segunda-feira (13), o delegado Bruno Ursulino informou que os familiares haviam mencionado um desentendimento da vítima relacionado a um caso extraconjugal e a paternidade de uma criança. Segundo os relatos, Erismar, 47 anos, seria o pai biológico de uma criança e o companheiro da mãe, que acreditava ser o genitor da criança e não sabia do suposto relacionamento extraconjugal, estaria ameaçando a vítima.

Foto: Divulgação/PM-PIErismar Rodrigues dos Santos
Erismar Rodrigues dos Santos

“A gente verifica a questão de a possível motivação ter envolvimento com relacionamento entre a vítima e outra pessoa. vamos trabalhar em cima dessa informação, mas sem descartar outras hipóteses. O que a gente tem dos relatos são esses, por conta dessa relação extraconjugal que ele teria tido e isso teria demandado algumas ameaças, alguns desentendimentos”, declarou a autoridade policial.

Ameaças

Ainda conforme Bruno Ursulino, no mesmo dia em que foi morto, Erismar dos Santos teria discutido com uma pessoa.

Foto: Lucas Dias/GP1Delegado Bruno Ursulino
Delegado Bruno Ursulino

“Chegou até nós que houve essa discussão em um outro período do dia, a gente quer entender se essa discussão se prolongou até o momento do crime, se ela foi a causa do crime ou se vamos ter outra causa”, colocou o delegado.

Dinâmica do crime

O segurança seguia em uma motocicleta nas imediações da Ponte Anselmo Dias, zoa sudeste de Teresina, quando foi surpreendido por dois homens que chegaram em outra moto. “A gente está aguardando o laudo pericial para saber em quais locais a vítima foi acertada, para que possa demonstrar qual foi o disparo fatal, a que distância ele foi efetuado, o que veio primeiro, se foi a queda ou o disparo. São essas nuances que a gente precisa verificar”, detalhou Bruno Ursulino.

No levantamento preliminar, a polícia não verificou a subtração de quaisquer objetos da vítima, o que descaracteriza a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

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