O governador Rafael Fonteles (PT) afirmou nesta quarta-feira (15) que determinou a apuração imediata da tentativa de sequestro de uma recém-nascida na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, e defendeu a punição de quem tenha cometido qualquer erro relacionado ao caso. A declaração foi dada após a prisão da técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Rocha, investigada por tentar retirar a bebê da unidade de saúde no dia 6 de julho.
Segundo o governador, as forças de segurança atuaram rapidamente e a família recebeu apoio da Secretaria de Estado da Saúde. “Primeiro, a decisão clara é a apuração imediata dos fatos. As forças de segurança atuaram com muita velocidade e obviamente que todo o suporte à família tem sido prestado pela Secretaria de Saúde do Estado do Piauí. Mas o mais importante é a punição exemplar de quem cometeu qualquer tipo de erro, porque isso não pode acontecer em hipótese alguma. Felizmente, não aconteceu nada mais grave, mas poderia ter acontecido. Então a punição exemplar é realmente muito importante nesse momento para evitar isso”, declarou Rafael Fonteles.
O governador também afirmou que a Maternidade Dona Evangelina Rosa já adota medidas de segurança voltadas à identificação dos recém-nascidos. “Além do que já tem sido feito pela Maternidade Dona Evangelina Rosa, que é a primeira do Brasil a fazer o cadastro biométrico do recém-nascido lá na maternidade. Ou seja, é um item de segurança fundamental para a família e para os profissionais”, declarou.
Câmeras de segurança
O GP1 obteve imagens do circuito interno da maternidade que mostram a movimentação da investigada durante a ação. De acordo com as gravações, Auricélia de Sousa Rocha chegou à unidade vestindo roupas comuns e portando uma bolsa. Embora estivesse de folga naquele dia, ela entrou na maternidade, vestiu o uniforme utilizado pelos profissionais da unidade e abordou a tia da recém-nascida, alegando que levaria a criança para a realização de exames.
Ainda conforme as imagens, a técnica de enfermagem levou a bebê até um banheiro, onde tentou escondê-la dentro da bolsa. Em seguida, dirigiu-se a uma área de acesso restrito aos funcionários, trocou novamente de roupa e tentou deixar a maternidade. A ação foi interrompida quando a tia da criança percebeu a situação e abordou a investigada, impedindo que ela saísse da unidade com a recém-nascida. Auricélia foi presa preventivamente no dia seguinte ao crime.
Carolina Matta
Davi Fernandes
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