Para pressionar os gestores a abrir um canal de negociação e apresentar uma contraproposta que atenda à categoria, profissionais da saúde do município de Picos entraram em greve por tempo indeterminado na manhã da última quinta-feira, 13 de outubro, e garantem que continuarão de braços cruzados até que suas reivindicações sejam atendidas.
Como estratégia de luta os grevistas reuniram-se cedo no pátio da Secretaria Municipal da Saúde e ficaram a espera de uma contraproposta que havia sido apresentada pelo município. Porém, não puderam conversar com a gestora Hildegardes Gomes de Medeiros Borges, a Maninha, que, segundo informações de assessores, estava viajando para Teresina e somente retorna na próxima segunda-feira, dia 17.
Segundo o presidente da Associação dos Profissionais do Programa Saúde da Família do Município de Picos (APPSF), Winston Alves Silva, a greve por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia geral realizada no dia 5 de outubro e comunicada oficialmente aos gestores conforme determina a lei.
“Estamos aqui na secretaria municipal de Saúde para avaliar uma contraproposta que foi apresentada pelos gestores. Vamos conversar, discutir e decidir se aceitamos ou não, já que a categoria está dividida a respeito, já que uns são a favor e outros contra. De qualquer forma, a greve continua, pois, infelizmente, não existe ninguém aqui que possa conversar com a gente”, explicou Winston Alves.
O sindicalista denunciou ainda que está existindo um tratamento diferenciado em relação aos médicos, enquanto os dentistas e enfermeiros estão sendo colocados de lado. “Prova disso, é que não tem ninguém aqui na secretaria para conversar com a gente”, denunciou.
Winston Alves disse que as principais reivindicações da categoria são aprovação do Plano de Cargos, Salário e Carreira e aumento salarial, haja vista que os salários estão congelados há muito tempo. “Temos colegas que estão trabalhando há dez anos na prefeitura e o salário é o mesmo. Colocando a partir do concurso, já são quatro anos sem qualquer aumento”, alfinetou.
No tocante a adesão ao movimento Winston Alves disse que está boa e a razão maior é o fato de não está havendo respeito por parte dos gestores em cumprir os prazos de negociação. A categoria iniciou as conversações no dia 4 de junho, fez uma paralisação de advertência no dia 28 de agosto deste ano e até a decretação da greve o município não tinha apresentado nenhuma contraproposta.
Os profissionais da saúde denunciam ainda que há vários problemas nas condições de trabalho e no atendimento à população, porém, a principal reivindicação é a questão salarial, tendo em vista que Picos paga o pior salário de toda a região em qualquer que seja o cargo na área de Saúde: dentista, enfermeiro, técnico ou motorista.
Em cumprimento a Lei 7.783/89, o sindicato comunicou com antecedência o início da paralisação, garantindo que serão mantidos em funcionamento 30% dos Programa Saúde da Família e Saúde Bucal.
Imagem: José Maria Barros/GP1
Com a greve postos de saúde ficaram vazios
Com a greve postos de saúde ficaram vaziosComo estratégia de luta os grevistas reuniram-se cedo no pátio da Secretaria Municipal da Saúde e ficaram a espera de uma contraproposta que havia sido apresentada pelo município. Porém, não puderam conversar com a gestora Hildegardes Gomes de Medeiros Borges, a Maninha, que, segundo informações de assessores, estava viajando para Teresina e somente retorna na próxima segunda-feira, dia 17.
Segundo o presidente da Associação dos Profissionais do Programa Saúde da Família do Município de Picos (APPSF), Winston Alves Silva, a greve por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia geral realizada no dia 5 de outubro e comunicada oficialmente aos gestores conforme determina a lei.
Imagem: José Maria Barros/GP1
Profissionais da discutem estratégias de luta
Profissionais da discutem estratégias de luta“Estamos aqui na secretaria municipal de Saúde para avaliar uma contraproposta que foi apresentada pelos gestores. Vamos conversar, discutir e decidir se aceitamos ou não, já que a categoria está dividida a respeito, já que uns são a favor e outros contra. De qualquer forma, a greve continua, pois, infelizmente, não existe ninguém aqui que possa conversar com a gente”, explicou Winston Alves.
O sindicalista denunciou ainda que está existindo um tratamento diferenciado em relação aos médicos, enquanto os dentistas e enfermeiros estão sendo colocados de lado. “Prova disso, é que não tem ninguém aqui na secretaria para conversar com a gente”, denunciou.
Imagem: José Maria Barros/GP1
Winston Alves, líder do movimento
Winston Alves, líder do movimentoWinston Alves disse que as principais reivindicações da categoria são aprovação do Plano de Cargos, Salário e Carreira e aumento salarial, haja vista que os salários estão congelados há muito tempo. “Temos colegas que estão trabalhando há dez anos na prefeitura e o salário é o mesmo. Colocando a partir do concurso, já são quatro anos sem qualquer aumento”, alfinetou.
No tocante a adesão ao movimento Winston Alves disse que está boa e a razão maior é o fato de não está havendo respeito por parte dos gestores em cumprir os prazos de negociação. A categoria iniciou as conversações no dia 4 de junho, fez uma paralisação de advertência no dia 28 de agosto deste ano e até a decretação da greve o município não tinha apresentado nenhuma contraproposta.
Imagem: José Maria Barros/GP1
ede da secretaria municipal da Saúde de Picos
ede da secretaria municipal da Saúde de PicosOs profissionais da saúde denunciam ainda que há vários problemas nas condições de trabalho e no atendimento à população, porém, a principal reivindicação é a questão salarial, tendo em vista que Picos paga o pior salário de toda a região em qualquer que seja o cargo na área de Saúde: dentista, enfermeiro, técnico ou motorista.
Em cumprimento a Lei 7.783/89, o sindicato comunicou com antecedência o início da paralisação, garantindo que serão mantidos em funcionamento 30% dos Programa Saúde da Família e Saúde Bucal.
José Maria Barros
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