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Sindicato dos Urbanitários realizará mobilização para defender as pautas da classe trabalhadora

A pauta nacional é ampla e de uma importância ímpar, pois inclui temas fundamentais dos trabalhadores.

A CUT e demais centrais sindicais vão às ruas na próxima quinta-feira (11), no Dia Nacional de Lutas, para defender a pauta da classe trabalhadora. Em Teresina, o Sindicato dos Urbanitários - SINTEPI fará parte dessa mobilização para levantar bandeira em favor da ética e da administração transparente nas empresas urbanitárias, contra a privatização dos sistemas de água e elétrico.

“Sabemos do interesse dos governos em concretizar a ideia da privatização, mas devemos aproveitar esse momento para dizer nas ruas que não aceitamos que entreguem o patrimônio público aos capitalistas gananciosos”, disse Francisco Ferreira, presidente do SINTEPI.

Durante a manhã o SINTEPI mobilizará a categoria, com manifestações na sede das empresas urbanitárias (Agespisa, Eletrobras Distribuição, Chesf e Emgerpi/Cohab) e a tarde, a partir das 14h, se reunirão com demais entidades sindicais, trabalhadores e estudantes na Praça da Liberdade, de onde sairão em passeata passando pelas sedes dos poderes municipais e estaduais.

O objetivo da mobilização nacional é destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos ministérios. Segundo o presidente da CUT, Vagner Freitas, a data também servirá para dialogar com a sociedade, construir e impulsionar a pauta que surgiu nas ruas durante as manifestações realizadas em junho, em todo o País, pois muitas reivindicações já são antigas bandeiras de luta do movimento sindical, como melhoria na qualidade da saúde e educação pública e do transporte coletivo.

A pauta nacional é ampla e de uma importância ímpar, pois inclui temas fundamentais dos trabalhadores, como fator previdenciário, jornada de 40 horas e protesto contra a PEC 4330/04, de autoria do deputado Sandro Mabel (PMBD/GO), que permite a prática da terceirização de serviços em todas as atividades das empresas e órgãos públicos, sem limites a atividade-meio. “Esse projeto é um atentado à dignidade do trabalhador brasileiro e uma forte ameaça à organização impessoal da Administração Pública”, afirma Ferreira.

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