Em comemoração ao Dia Mundial do Doador de Sangue, o Grupo Matizes realiza, neste sábado (14), a partir das 9h, a campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade”. A atividade será realizada no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), que fica localizado na Rua 1º de Maio, nº 235, Centro de Teresina.
De acordo com a coordenadora do Grupo Matizes, Marinalva Santana, a portaria é excludente e preconceituosa, estigmatizando uma ideia atrasada de que a AIDS é uma doença restrita aos gays.
“Não podemos admitir que, em um país onde número de doadores de sangue é ínfimo, prevaleça uma portaria que exclui parte da população LGBT de realizar essa ação solidária e salvar vidas”, reforça Marinalva, destacando, ainda, que a luta é pela igualdade de direitos.
Dados do Hemopi revelam que, no Piauí, apenas 1% da população doa ou já doou sangue. A média mensal de doadores também é baixa, chegando a cerca de 5 mil apenas. Esse número corresponde ao mesmo percentual do restante do país, que varia entre 1,8% a 2% da população, de acordo informações do Ministério da Saúde.
A campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade” foi idealizada em 2010, fruto de uma luta que o Matizes trava desde 2006, quando provocou o Ministério Público Federal a ajuizar uma Ação Civil Pública questionando a restrição da Anvisa.
Desde então, o Matizes já realizou várias campanhas de doação de sangue no Hemopi e conseguiu duas reuniões com o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e com o atual presidente da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e uma reunião com o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na busca de apoio e de sensibilização para a causa.
A campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade” já recebeu moção de apoio da Assembleia Legislativa do Piauí e conta, ainda, com o apoio do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), da Liga Brasileira de Lésbicas, dentre os outros órgãos e entidades civis.
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Imagem: Eduardo Marchão
Marinalva Santana
O ato solidário visa estimular a doação de sangue no Piauí, além de promover o engajamento da sociedade para a revogação da Portaria nº 1.353/2011, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão ligado ao Ministério da Saúde, que proíbe a doação de sangue, por um período de 12 meses, por “homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou parceiras sexuais destes”.
Marinalva SantanaDe acordo com a coordenadora do Grupo Matizes, Marinalva Santana, a portaria é excludente e preconceituosa, estigmatizando uma ideia atrasada de que a AIDS é uma doença restrita aos gays.
“Não podemos admitir que, em um país onde número de doadores de sangue é ínfimo, prevaleça uma portaria que exclui parte da população LGBT de realizar essa ação solidária e salvar vidas”, reforça Marinalva, destacando, ainda, que a luta é pela igualdade de direitos.
Dados do Hemopi revelam que, no Piauí, apenas 1% da população doa ou já doou sangue. A média mensal de doadores também é baixa, chegando a cerca de 5 mil apenas. Esse número corresponde ao mesmo percentual do restante do país, que varia entre 1,8% a 2% da população, de acordo informações do Ministério da Saúde.
A campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade” foi idealizada em 2010, fruto de uma luta que o Matizes trava desde 2006, quando provocou o Ministério Público Federal a ajuizar uma Ação Civil Pública questionando a restrição da Anvisa.
Desde então, o Matizes já realizou várias campanhas de doação de sangue no Hemopi e conseguiu duas reuniões com o ex-presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e com o atual presidente da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, e uma reunião com o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na busca de apoio e de sensibilização para a causa.
A campanha “Nosso Sangue Pela Igualdade” já recebeu moção de apoio da Assembleia Legislativa do Piauí e conta, ainda, com o apoio do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), da Liga Brasileira de Lésbicas, dentre os outros órgãos e entidades civis.
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