A discussão entre uma fã da banda de forró Desejo de Menina e um advogado de Teresina foi parar na Justiça. Tudo começou com um vídeo nas redes sociais compartilhado pelo piauiense Franklin Vinicius Castro Barros, tratando de um processo envolvendo os artistas. O registro, entretanto, foi compartilhado em grupos de WhatsApp pela fã da banda, Glauciane de Araújo Otaviano, acompanhado de diversas mensagens atacando o profissional.
Diante disso, ele ingressou com uma queixa-crime no dia 6 de outubro no 2º Juizado Especial Criminal de Teresina, em que acusa a mulher de difamação majorada, injúria majorada e ameaça. Na peça, ele descreveu que fez um vídeo em que comentava publicamente sobre a banda de forró Desejo de Menina, ação essa apenas de caráter explicativo e profissional. No dia 04 de setembro, Glauciane compartilhou o registro no grupo de Whatsapp “Fãs da banda Desejo de Menina”, ocasião em que passou a atacar Franklin Vinícius.
Na queixa-crime é descrito que a vítima teve a dignidade ofendida por Glauciane de Araújo através de mensagens com tom pejorativo e sexualmente depreciativo.
A mulher chegou a receber uma notificação extrajudicial exigindo retratação e pedindo o fim das agressões. Entretanto, a reação dela no grupo do Whatsapp foi dizer que Franklin Vinicius havia a ameaçado, dando continuidade às ofensas: “Hoje eu fui ameaçada mais uma vez pelo mesmo advogado, mas eu não estou nem aí”, afirmou Glauciane de Araújo em mensagem encaminhada ao grupo “Fás da banda Desejo de Menina”.
Nas redes sociais, ela ainda se apresentou como advogada, mesmo sem possuir nenhuma inscrição no Cadastro Nacional dos Advogado (CNA), vinculado ao Conselho Federal da OAB. Ela ainda chegou a criar um perfil no Instagram com o nome de um suposto escritório de advocacia.
Diante dos elementos expostos, o advogado piauiense pleiteou o recebimento da queixa-crime, assim como a designação de audiência para composição civil dos danos e até mesmo para a retratação pública e indenização compatível com a gravidade das ofensas.
Outro lado
Glauciane de Araújo não foi localizada para comentar a queixa-crime. O espaço está aberto para esclarecimentos.
Carolina Matta
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