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Empresários alvos da Operação Carbono Oculto 86 ostentavam vida de luxo; veja imagens

As irmãs Thamyres e Thayres postavam frequentemente diversas viagens nas redes sociais.

Reprodução/Instagram 1 / 16 Empresários foram alvos da operação Empresários foram alvos da operação
Reprodução/Instagram 2 / 16 Empresários foram alvos da operação Empresários foram alvos da operação
Reprodução/Instagram 3 / 16 Thamyres Leite Thamyres Leite
Reprodução/Instagram 4 / 16 Haran Santhiago e Thamyres Leite Haran Santhiago e Thamyres Leite
Reprodução/Instagram 5 / 16 Thamyres e Thayres Thamyres e Thayres
Reprodução/Instagram 6 / 16 Irmãs realizavam diversas viagens internacionais Irmãs realizavam diversas viagens internacionais
Reprodução/Instagram 7 / 16 Irmãs Thamyres e Thayres em Paris Irmãs Thamyres e Thayres em Paris
Reprodução/Instagram 8 / 16 Casais posando para foto em um avião Casais posando para foto em um avião
Reprodução/Instagram 9 / 16 Thayres Leite Thayres Leite
Reprodução/Instagram 10 / 16 Thayres e o esposo Danillo Thayres e o esposo Danillo
Reprodução/Instagram 11 / 16 Thayres Thayres
Reprodução/Instagram 12 / 16 Haran e Thamyres Haran e Thamyres
Reprodução/Instagram 13 / 16 Haran Santhiago Girão Sampaio e a esposa Thamyres Leite Moura Coelho Haran Santhiago Girão Sampaio e a esposa Thamyres Leite Moura Coelho
Reprodução/Instagram 14 / 16 Irmãs gêmeas Thamyres e Thayres Irmãs gêmeas Thamyres e Thayres
Reprodução/Instagram 15 / 16 Thamyres Leite Moura Coelho Thamyres Leite Moura Coelho
Reprodução/Instagram 16 / 16 Thamyres Leite Moura Coelho Thamyres Leite Moura Coelho

Os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa e as irmãs gêmeas Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho, alvos da Operação Carbono Oculto 86, deflagrada na manhã desta quarta-feira (05) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí, contra um grande esquema envolvendo lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais.

A ação desta quarta resultou na interdição de 31 postos da Rede HD em diversas cidades do Piauí. No Instagram, as irmãs Thamyres e Thayres postavam frequentemente, sem preocupação em esconder a vida de alto padrão, diversas fotos em restaurantes de luxo e em viagens internacionais ao lado de seus esposos e filhos.

Os destinos mais recentes incluem Itália, Estados Unidos e Chile, com diversos cliques em pontos turísticos badalados. Além disso, os dois casais moravam em residências de alto valor na capital piauiense e usavam roupas das mais caras grifes.

Operação Carbono Oculto 86

A Operação Carbono Oculto 86 desbaratou um grande esquema criminoso envolvendo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e postos de combustíveis no estado. A ação resultou na interdição de 31 postos da Rede HD, em diversas cidades do Piauí.

O esquema utilizava uma sofisticada e complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais oriundos do crime, de modo que o grupo que operava no Piauí era considerado o “braço financeiro” do PCC no Piauí. Segundo o delegado Anchieta Nery, diretor de Inteligência da SSP-PI, os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Souza, ex-proprietários da Rede HD, venderam a empresa em uma sucessão empresarial considerada fraudulenta.

Os alvos da operação foram: Haran Santhiago Girão Sampaio, Danillo Coelho de Sousa, Thamyres Leite Moura Sampaio, Thayres Leite Moura Coelho, Moisés Eduardo Soares
Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani, Andressa Castro Alves de Oliveira, João Revoredo Mendes Cabral Filho e Victor Linhares de Paiva.

Sucessão fraudulenta

Conforme a investigação, a Rede HD foi vendida em dezembro de 2023 para a Pima Energia Participações Ltda, que iniciou as atividades seis dias antes da compra da empresa piauiense. A investigação identificou inconsistências patrimoniais, alterações societárias simultâneas e a criação de empresas com endereço na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), sem lastro econômico compatível com os negócios.

A Rede HD, de acordo com as autoridades, atuava tanto na lavagem de dinheiro para a facção, quanto na adulteração de combustíveis. “A rede de postos HD atuava de todas essas formas, com adulteração de combustíveis e lavagem de capitais por meio de sucessão societária nas empresas. Antes era uma rede única, depois ela passa a titularidade para esse comprador de São Paulo, depois se divide em novas redes, mas a gente sempre observa, por meio das provas obtidas com autorização do Poder Judiciário, a simbiose entre o grupo de São Paulo e os empresários Haran e Danillo, a tomada de decisões em conjunto por todos eles”, frisou o delegado Anchieta Nery.

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