O juiz Raimundo José de Macau Furtado, da Vara Militar do Estado do Piauí, aceitou denúncia e tornou réu o 2º sargento da Polícia Militar Reginaldo Rodrigues da Silva, acusado de embriaguez em serviço e ausência no trabalho quando era responsável pela segurança das urnas eletrônicas nas eleições de 2024, em Colônia do Piauí. O caso aconteceu no dia 5 de outubro, véspera das eleições.
A decisão foi dada no dia 25 de março deste ano. O magistrado aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Piauí e determinou a citação do acusado para apresentar defesa e testemunhas.
Relatório policial
O relatório policial do 14º Batalhão da Polícia Militar aponta que, no dia 5 de outubro de 2024, por volta das 19h, o sargento Reginaldo Rodrigues, que estava escalado de serviço em um local de votação na zona rural de Colônia do Piauí, foi flagrado pela equipe técnica do Cartório Eleitoral responsável pela instalação das urnas ingerindo bebida alcoólica em um bar nas proximidades do local de votação.
O fato chegou ao responsável pelo policiamento da 94ª Zona Eleitoral, que determinou o encaminhamento de um oficial até a localidade, onde o sargento foi encontrado a paisana e fora do local de serviço. No local, foi apontado que o sargento estava consciente, no entanto, com forte “cheiro de bebida alcoólica”. Diante do flagrante, ele foi substituído ainda no dia da eleição e encaminhado ao quartel do 14º BPM, em Oeiras.
Indiciamento
O 2º sargento Reginaldo Silva foi alvo de inquérito policial militar, presidido pelo 1º tenente da PM Vilson Feitosa, e indiciado por se ausentar do serviço em que estava escalado sem dar ciência a autoridade competente, revelando a “existência de indícios de crime militar e transgressão disciplinar”.
No entanto, o relatório de indiciamento aponta que não foi possível provar que o acusado estava com sintomas de embriaguez alcoólica. O inquérito foi concluído no dia 28 de fevereiro de 2025.
Thais Guimarães
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