O ex-chefe da Gerência de Gestão de Trânsito da Strans, Lucas Rocha Lima, um dos investigados pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) da Polícia Civil do Piauí por suspeita de envolvimento em um esquema de cancelamento ilegal de mais de 2 mil multas no órgão municipal, já está em liberdade. Conforme apurado pelo GP1, ele foi posto em liberdade no sábado (26).
Lucas foi um dos alvos da Operação Reset, deflagrada na quarta-feira (23), contudo, como ele estava fora do Piauí, a prisão dele foi feita na sexta-feira (25), na sede do DECCOR, onde se apresentou acompanhado de sua advogada.
Conforme as investigações, somente Lucas Rocha foi o responsável por cancelar mais de mil multas.
Como funcionava o esquema
A Coluna do jornalista Brunno Suênio revelou, com exclusividade, detalhes de como operava o esquema de cancelamento ilegal de multas na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans). Além de Lucas da Rocha, que era o chefe da Gerência de Gestão de Trânsito, os servidores Daniel Lima Araújo e Bruno Migliano Pessoa também foram alvos da Operação Reset.
Segundo o relatório elaborado pela gestão do coronel Edvaldo Marques — obtido pela reportagem da jornalista Thais Guimarães em 30 de abril deste ano — o Departamento de Combate à Corrupção identificou três servidores envolvidos: um comissionado e dois terceirizados. Eles eram responsáveis por dar o chamado “reset” nas multas, cancelando-as de forma irregular, sem qualquer respaldo em procedimentos legais.
Durante a investigação, a Polícia Civil concluiu que os dois servidores terceirizados tinham participação de menor relevância e atuavam sob ordens diretas de superiores. Ao perceberem o esquema, eles ainda tentaram deixar o setor onde trabalhavam, mas foram impedidos pelos chefes imediatos. Por colaborarem com as investigações, os dois terceirizados não foram alvo de pedidos de medidas cautelares.
Brunno Suênio
Rodrigo Mendes
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