O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu para que ele dispute a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, mas negou ter recebido cobranças para se engajar de forma mais intensa na pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
A declaração foi dada durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (23), após um evento do governo paulista em Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo. Na ocasião, Tarcísio reforçou seu compromisso com o mandato e afastou qualquer possibilidade de renúncia.
“O que vai acontecer em abril? Nada. Eu vou continuar tocando o barco, não vou apresentar carta de renúncia, não vou me desincompatibilizar. Qualquer coisa diferente disso é especulação”, afirmou.
O governador também comentou o cancelamento de uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na unidade prisional da Papuda, em Brasília, episódio que gerou críticas entre apoiadores da direita. Segundo Tarcísio, o cancelamento ocorreu por conflito de agenda. Ele garantiu que fará a visita em outra oportunidade.
“Eu estarei lá para dar um abraço no meu amigo Jair Bolsonaro, uma pessoa por quem sou muito grato, que reconheço muito, e por quem tenho grande apreço e afeição”, declarou.
Tarcísio vinha sendo apontado como possível substituto de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2026, já que o ex-presidente está inelegível até 2060. Apesar disso, Bolsonaro optou por apoiar a candidatura do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro.
Mesmo após essa definição, lideranças do centro político, como o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), seguiram defendendo o nome de Tarcísio, avaliando que o perfil mais moderado do governador poderia ampliar o desempenho eleitoral do campo conservador.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem buscado sinalizar moderação. Em entrevista recente, afirmou ser “um Bolsonaro centrado”.
Carolina Matta
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