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Juiz marca audiência da empresária acusada de usar nomes de políticos para aplicar golpes em Teresina

A audiência foi marcada pelo juiz Francisco Antônio Moraes Fontenele Júnior, da 3ª Vara Criminal.

O juiz Francisco Antônio Moraes Fontenele Júnior, da 3ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, marcou para o dia 10 de julho deste ano, às 10h, audiência de instrução e julgamento da empresária Ana Patrícia Veloso dos Santos, acusada de utilizar nomes de políticos, desembargadores e pessoas influentes para aplicar golpes contra vítimas na capital piauiense.

A audiência será realizada de forma híbrida (presencial/videoconferência).

Foto: Alef Leão/GP1Tribunal de Justiça do Piauí
Tribunal de Justiça do Piauí

Prisão revogada

No dia 27 de janeiro deste ano, a empresária teve a prisão domiciliar e o monitoramento eletrônico revogados, contudo foram mantidas apenas as demais medidas cautelares anteriormente impostas, especialmente aquelas voltadas à preservação da instrução criminal.

Acusação

Ana Patrícia é ré por suposta prática reiterada do crime de estelionato, por meio da empresa Ativos Assessoria. Conforme as investigações, ela teria induzido vítimas a acreditarem que possuía influência junto a autoridades para viabilizar benefícios de programas do Governo Federal, como Minha Casa, Minha Vida, FIES e Giro Caixa.

Consta na denúncia que, entre os dias 05 de junho de 2023 e 24 de março de 2025, por meio da empresa Ativos Assessoria, Ana Patrícia obteve, para si ou para outrem, vantagens ilícitas, em prejuízo de sete vítimas induzindo-as, e mantendo-as em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento, consistente em ofertar falsas promessas de emprego, de aquisição de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) e, de aquisição de imóveis pelo programa Minha Casa Minha Vida.

Em um dos casos, no dia 05 de junho de 2023, a vítima M. E. M. S. P. entrou em contato com a empresária após indicação de outra pessoa que também foi vítima de Ana Patrícia. Na ocasião, a denunciada prometeu a vítima que realizaria a transferência do FIES de sua filha do curso superior em enfermagem, que ela cursava na Faculdade Santo Agostinho, para o curso de medicina, mostrando inclusive documentações com informações falsas de um suposto processo de transferência de financiamento.

A acusada afirmou então que trabalhava com o deputado Átila Filho e ele era sócio da Faculdade Santo Agostinho, por isso, teria acesso para realizar a referida transferência dos cursos de filha dessa vítima. “Diante disso, a vítima transferiu para a acusada o valor inicial de R$ 18.200,00 (dezoito mil e duzentos reais) e, posteriormente, mais uma quantia de R$ 23.000,00 (vinte e três mil reais), totalizando um prejuízo de R$ 42.000,00 (quarenta e dois mil reais)”, diz trecho da denúncia.

Entretanto, quando a vítima compareceu à faculdade descobriu que os documentos apresentados pela acusada existem, mas estavam editados com informações falsas. Nesse momento, a vítima percebeu que havia sido vítima de um “golpe”, razão pela qual compareceu à Delegacia de Polícia Civil para registrar Boletim de Ocorrência.

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