A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) realizou, neste sábado (30), o Encontro de Mães Doadoras, uma ação voltada ao acolhimento, à integração e à valorização das mulheres que contribuem com a doação de leite humano. O evento aconteceu na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Teresina, reunindo mães doadoras, bebês e famílias atendidas pela unidade de saúde.
A programação incluiu atividades de autocuidado, práticas integrativas em saúde, momentos de lazer e uma roda de conversa para compartilhamento de experiências. A iniciativa faz parte das ações desenvolvidas pelo Banco de Leite Humano da maternidade e encerra as atividades alusivas ao mês de incentivo à doação de leite materno.
De acordo com a nutricionista da maternidade, Luna Serra, a campanha ganha reforço especial durante o mês de maio, embora o trabalho de conscientização ocorra ao longo de todo o ano. “A gente está no mês de maio, mês de doação de leite humano. Apesar da gente fazer campanha o ano inteiro, a gente intensifica mais nesse mês e a gente encerra maio com essa ação que a gente está super feliz em fazer, que é a junção das mães que doam e as mães que têm bebês que recebem”, destacou.
Segundo ela, atualmente o Banco de Leite da Dona Evangelina Rosa conta com cerca de 65 a 70 mães doadoras ativas, responsáveis por ajudar no atendimento de recém-nascidos internados na unidade.
Luna Serra ressaltou ainda que as mães interessadas em doar não precisam sair de casa para participar da campanha. “A mãe pode ir até a maternidade, caso ela queira, mas, se não, ela pode doar no conforto da casa dela. A gente tem uma equipe que vai de segunda a sexta na casa dessa mãe, deixa material, deixa touca, deixa máscara, deixa frasco, deixa as etiquetas para colocar, orienta direitinho essa mãe. Então, todo o processo pode ser feito em casa”, afirmou.
Participação da UESPI
A professora da Uespi e fisioterapeuta Andréia Lima também participou da ação e destacou a importância do envolvimento da universidade em iniciativas de incentivo à doação. “Essa campanha é muito importante. Então, a gente traz serviços de relaxamento, práticas integrativas, massagem, ventosaterapia, aromaterapia, auriculoterapia e, principalmente, uma alegria, de agradecimento, porque quem já recebeu leite humano sabe a preciosidade que é”, disse.
Andreia revelou ainda que possui uma ligação pessoal com a causa, já que sua filha precisou receber leite humano quando era recém-nascida. “Eu fui uma mãe que precisei receber leite humano para minha filha, então isso faz toda a diferença. Então, a gente vem aqui, como universidade, prestar um serviço, mas principalmente mobilizar as pessoas para essa doação, porque faz diferença”, concluiu.
O leite humano doado é fundamental para a recuperação e o desenvolvimento de bebês prematuros e de recém-nascidos internados em unidades neonatais, contribuindo para salvar vidas e fortalecer a saúde infantil.
Mãe doadora
A solidariedade de mães doadoras tem sido fundamental para garantir a alimentação de bebês internados em unidades neonatais e que dependem do leite humano para se desenvolverem com saúde. Entre essas mulheres está Raissa Cynara, que há seis meses contribui com o Banco de Leite Humano da Maternidade Dona Evangelina Rosa.
Raissa conta que decidiu se tornar doadora após perceber que produzia leite em quantidade suficiente para ajudar outras crianças. “Decidi fazer parte do Banco de Leite pelo fato de ter muito leite. Minha produção é muito boa, graças a Deus. Fico muito grata por esse gesto de doar. Sei que tem muitas crianças que precisam da maternidade e do leite materno”, afirmou.
Segundo ela, a decisão de continuar doando foi motivada pela necessidade constante de abastecimento do banco de leite, responsável por atender recém-nascidos que não podem ser amamentados pelas próprias mães.
“Vejo que tem a necessidade que a maternidade tem, né? Que precisa desse ato. Sou doadora há seis meses. Voltei da licença e continuo doando lá no Teresina Shopping”, relatou.
Izabella Furtado
Wanessa Gommes
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