Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR) mostra que 45 das 52 universidades brasileiras presentes na lista das melhores do mundo perderam posições na edição de 2026 do ranking que apurou os indicadores de 2025.
A redução no desempenho atingiu 87% das instituições do país e, segundo a análise, está relacionada principalmente aos resultados em pesquisa e ao aumento da competitividade internacional com universidades que contam com maior volume de investimentos. Entre as instituições afetadas está a Universidade Federal do Piauí (UFPI), que em 2024 estava na posição 1.950ª e caiu para 1971ª em 2025. A pontuação da Universidade Piauiense é de 66,3.
De acordo com o estudo, apenas cinco universidades brasileiras avançaram na classificação. Outras duas mantiveram suas colocações, enquanto 44 registraram queda especificamente no indicador de pesquisa. A Universidade de São Paulo (USP) segue como a instituição brasileira mais bem posicionada no ranking. Apesar disso, perdeu uma colocação em comparação ao levantamento anterior e ocupa agora o 119º lugar no cenário mundial, reflexo de recuos nos indicadores de educação, corpo docente e pesquisa.
Na sequência aparecem a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que caiu 15 posições e passou a ocupar o 346º lugar, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que recuou dez colocações, ficando na 379ª posição. No panorama internacional, a Universidade Harvard permanece na liderança pelo 15º ano consecutivo. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e a Universidade Stanford completam as três primeiras posições. Apesar do domínio norte-americano entre as instituições mais bem colocadas, os Estados Unidos também enfrentaram perdas: 252 universidades do país recuaram no ranking deste ano.
O principal destaque positivo da edição é a China. Beneficiado por investimentos constantes no ensino superior, o país viu cerca de 98% de suas universidades melhorarem de posição. A Universidade Tsinghua, que aparece em 36º lugar, lidera o grupo chinês. Atualmente, a China é a nação com maior número de instituições no Global 2000, somando 360 universidades, à frente das 313 registradas pelos Estados Unidos. Na Europa, o cenário foi marcado por dificuldades. Universidades do Reino Unido, da França e da Alemanha registraram quedas generalizadas em meio ao aumento da concorrência global.
Para elaborar o ranking, o CWUR considera quatro critérios principais, sem utilizar pesquisas de opinião nem informações fornecidas diretamente pelas universidades.
O indicador de Educação representa 25% da nota e avalia o desempenho acadêmico de ex-alunos. A empregabilidade, também com peso de 25%, mede o sucesso profissional de ex-estudantes em grandes empresas. O critério Corpo Docente responde por 10% da pontuação e leva em conta distinções acadêmicas de alto nível. Já a pesquisa, responsável por 40% da avaliação, considera fatores como produção científica, publicações em periódicos de prestígio, impacto e número de citações. Nesta edição do levantamento, foram analisados cerca de 81 milhões de pontos de dados referentes a 21.291 instituições de ensino superior em diferentes países.
Leandro Soares
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