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Piauí receberá investimento de R$ 100 milhões do BNDES para produção de insumos de baterias elétricas

Recursos foram destinados à Piauí Níquel Metais, subsidiária da mineradora Brazilian Nickel.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 100 milhões para um projeto de extração e processamento de níquel e cobalto no município de Capitão Gervásio Oliveira, no Sul do Piauí. Os recursos serão direcionados à Piauí Níquel Metais, subsidiária da mineradora britânica Brazilian Nickel Limited, e têm como destino a aquisição de máquinas e equipamentos para a produção de insumos utilizados em baterias de veículos elétricos.

O início das operações está previsto para 2028. O empreendimento pretende instalar no estado uma unidade com capacidade anual para produzir 27 mil toneladas de níquel e 900 toneladas de cobalto. Os dois minerais serão processados para a fabricação do Precipitado de Hidróxido Misto, conhecido pela sigla MHP, um composto intermediário que funciona como matéria-prima para componentes de baterias de íon de lítio.

Foto: José Cruz/Agência BrasilDinheiro em espécie
Dinheiro em espécie

Essa tecnologia é amplamente utilizada em carros elétricos, sistemas de armazenamento de energia e equipamentos eletrônicos. Níquel e cobalto são considerados estratégicos também para os setores aeroespacial e de geração de energia limpa. O plano de negócios da Piauí Níquel Metais foi selecionado em uma chamada pública voltada a investimentos na transformação de minerais estratégicos, lançada pelo BNDES em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

A iniciativa busca ampliar a participação brasileira nas etapas industriais da cadeia mineral, indo além da extração e da exportação de matérias-primas sem processamento. O BNDES pontuou que o apoio ao projeto está ligado à estratégia de fortalecimento da indústria nacional e ao avanço da transição energética.

A expansão da produção mundial de veículos elétricos aumentou a demanda por níquel e cobalto, minerais utilizados nos componentes responsáveis pelo armazenamento e pela liberação de energia nas células de íon de lítio. A disponibilidade desses materiais passou a ser tratada como questão estratégica por governos e empresas diante da necessidade de diversificar fornecedores e reduzir a dependência de cadeias produtivas concentradas em poucos países. Segundo o cronograma divulgado, a operação comercial da Piauí Níquel Metais deverá começar em 2028, após a conclusão da compra e da instalação dos equipamentos financiados pelo banco.

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