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Saiba quem são os influencers alvos de operação da Polícia Civil do Piauí por promoverem jogos ilegais

Segundo a Polícia Civil, eles são apontados como suspeitos de exploração de jogos como o Tigrinho.

Os cinco influencers alvos da segunda fase da Operação Laverna, deflagrada nesta sexta-feira (21), pela Polícia Civil do Piauí, foram identificados como Vitor Mídia, Sarah Brenna, Antônio Shaul, Lucimayre Brito e Luiz Carlos Morfim. Segundo a Polícia Civil, eles são apontados como suspeitos de envolvimento em crimes digitais ligados à promoção de plataformas de apostas ilegais (Jogo do Tigrinho) e rifas irregulares nas redes sociais na cidade de Parnaíba, Litoral do Piauí

De acordo com a Polícia Civil, Sarah Brenna (61 mil seguindores), Luiz Carlos Morfim (24 mil seguidores) e Lucimayre Brito (7 mil seguidore, se apresentada como terapeuta de casais), utilizavam intensivamente suas redes sociais para divulgar plataformas de apostas virtuais conhecidas como “Jogo do Tigrinho” e similares. Os conteúdos publicados incluíam vídeos manipulados, exposição de supostos ganhos, sorteios, linguagem motivacional e links personalizados para atrair seguidores, induzindo ao erro e estimulando expectativas irreais de lucro.

Foto: Reprodução/InstagramInfluencers alvo da Polícia Civil no Litoral do Piauí
Influencers alvo da Polícia Civil no Litoral do Piauí

Já Vitor Mídia (160 mil seguidores) concentrava sua atuação na promoção de rifas ilegais apresentadas como beneficentes, sem comprovação de repasse das arrecadações e obtendo lucro direto com a prática.

Grupo movimentou mais de R$ 5 milhões

A análise financeira analisada pela Polícia Civil revelou movimentações incompatíveis com qualquer renda formal declarada. Em nome de Lucimayre Brito. foram identificados R$ 213.606,60, já Sarah Brenna. movimentou R$ 1.311.784,32, enquanto seu marido, Antônio Shaul, registrou R$ 1.664.582,01.

As contas vinculadas a Luiz Morfim. apresentaram movimentação de R$ 637.783,14. No caso de Vitor Mídia, o montante atingiu R$ 1.173.117,64, composto majoritariamente por microcréditos entre R$ 0,02 e R$ 20,00, enviados por mais de 3 mil pessoas distintas, padrão típico de rifas clandestinas.

De acordo com o delegado Ayslan Magalhães, as informações financeiras, somadas à ausência de declaração de renda e ao uso de empresas associadas a pagamentos digitais ligados a jogos ilegais, reforçam indícios de ocultação patrimonial, dissimulação de recursos, evasão fiscal e vantagem econômica ilícita. As condutas investigadas podem configurar crimes como estelionato, indução do consumidor a erro por afirmação falsa ou enganosa, loteria não autorizada e lavagem de dinheiro.

“A Polícia Civil continuará atuando de forma firme e incansável no enfrentamento aos crimes digitais. Não vamos tolerar o uso das redes sociais para promover apostas ilícitas, rifas ilegais ou qualquer prática destinada a enganar consumidores e obter vantagens indevidas”, pontuou o delegado Ayslan Magalhães.

O nome da operação remete à deusa romana Laverna, símbolo de atos ocultos e práticas fraudulentas, representando o caráter dissimulado das atividades investigadas.

A operação foi conduzida pela 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, em conjunto com a Delegacia de Combate às Facções, Homicídios e Tráfico (DFHT), Superintendência de Operações Integradas (SOI), Diretoria de Inteligência (DINT), LAB-LD e Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).

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