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Polícia

Operação Carbono Oculto 86: empresário Haran Santhiago presta depoimento à polícia

A esposa dele, a empresária Thamyres Leite Moura Sampaio, também será ouvida.

O empresário Haran Santhiago Girão, da Rede de Postos HD, e a sua esposa Thamyres Leite Moura Sampaio compareceram à sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), em Teresina, na manhã desta quinta-feira (6). Ele foi interceptado no Aeroporto Internacional de Guarulhos na noite dessa quarta (5) em cumprimento a mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da Operação Carbono Oculto 86, que desmontou um esquema criminoso de postos de combustíveis ligados à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

Após comparecer perante as autoridades, Haran Sampaio e Thamyres foram encaminhado à sede do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), onde serão interrogados.

Foto: ReproduçãoHaran Sampaio entregando passaporte
Haran Sampaio entregando passaporte

Haran Sampaio e Danillo Coelho, outro empresário vinculado aos postos HD que também foi alvo da operação, tiveram os passaportes apreendidos na noite dessa quarta (5) pela Polícia Civil do Piauí. A decisão expedida pelo juiz Valdemir Ferreira Santos também determinou a apreensão dos passaportes das esposas dos dois empresários, as irmãs e Thamyres Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho.

Embora a Rede HD tenha sido vendida em 2023 para a Pima Energia Participações Ltda, a polícia indica que tratou-se de uma sucessão societária fraudulenta, em que Haran e Danillo seguiram no comando da empresa.

Foto: Lucas Dias/GP1Empresário Haran Santhiago e a esposa deixam a Secretaria de Segurança
Empresário Haran Santhiago e a esposa deixam a Secretaria de Segurança

Segundo o delegado Laércio Evangelista, coordenador do DRACO, o esquema possuía uma sofisticada e complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais oriundos do crime, de modo que o grupo que operava no Piauí era considerado o “braço financeiro” do PCC no estado.

Foto: Lucas Dias/ GP1Láercio Evangelista
Delegado Láercio Evangelista

“No decorrer das investigações foram identificadas pelo menos 70 empresas, 70 CNPJs, entre empresas de fachada, empresas de fundos de investimento, fintechs, que estariam operando nessa lavagem de dinheiro. Os investigados, os já citados, Haran e Danillo, seriam os proprietários da rede de postos de combustíveis que atuam no Piauí, Maranhão e Tocantins”, declarou o delegado.

De acordo com a polícia, a Rede HD atuava tanto na lavagem de dinheiro para a facção, como na adulteração de combustíveis, razão pela qual foram interditados 31 postos no Piauí.

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