Nesta quinta-feira (20), a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil do Piauí deflagrou a Operação Indébito, com cumprimento de 80 ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraíba e Rio Grande do Norte. O GP1 apurou que o principal alvo da ação foi um homem identificado como Felipe dos Santos Freitas, suspeito de liderar um grupo criminoso acusado utilizar site falso da Humana Saúde para aplicar golpes nos clientes. As investigações apontam um prejuízo de até meio milhão de reais às vítimas.
Até o momento, 18 pessoas foram presas. De acordo com o delegado Humberto Mácola, responsável pela investigação, Felipe era o cérebro da quadrilha. “Ele criava e hospedava os sites falsos, impulsionava via Google Ads e fornecia todo o suporte para que outros núcleos executassem os golpes. O esquema era muito bem articulado e atingiu centenas de vítimas em todo o país”, explicou.
A investigação identificou cerca de 200 vítimas em todo o país, sendo 50 somente em Teresina, com prejuízos estimados entre R$ 300 mil e R$ 500 mil. Muitas vítimas só descobriram que haviam sido enganadas após receber cobranças legítimas de seus planos de saúde ou instituições financeiras.
O delegado informou que a polícia seguirá monitorando a quadrilha e tomando medidas para ressarcimento das vítimas. “Nosso trabalho agora é garantir que os responsáveis respondam pelos crimes e que as vítimas tenham seus prejuízos minimizados”, disse Humberto Macola.
Como funcionava o esquema
Segundo a polícia, o grupo aplicava golpes financeiros usando sites falsos de empresas como Humana Saúde, Unimed e BV Financeira. As vítimas, ao buscar boletos legítimos, eram redirecionadas para os sites falsos. Ao solicitar a segunda via do boleto, eram atendidas por falsos representantes via WhatsApp, que enviavam boletos fraudulentos para pagamento.
O delegado Humberto Macola detalhou ainda que a quadrilha utilizava “laranjas” para movimentar o dinheiro e que o pai de Felipe, Carlos Alberto de Freitas, fornecia a infraestrutura de internet de uma igreja evangélica utilizada para hospedar os sites falsos. “É um esquema que funcionava desde 2023, e até ontem alguns sites ainda estavam ativos, prestando serviço para outros núcleos, especialmente em São Paulo”, afirmou.
Brunno Suênio
Rodrigo Mendes
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