A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta quinta-feira (29), uma mulher identificada como Jaciara Louranne, acusada de aplicar um golpe na venda de um veículo no bairro Dirceu, zona sudeste de Teresina. A prisão foi realizada no 8º Distrito Policial, para onde a suspeita se apresentou após ser intimada.
De acordo com a polícia, na quarta-feira (28), equipes estiveram na residência da investigada para cumprir o mandado de prisão, mas ela não foi localizada. Diante disso, os policiais deixaram uma intimação e a mulher compareceu à delegacia no dia seguinte, ocasião em que acabou sendo presa.
Entenda o caso
O crime teve início em 07 de outubro de 2025, quando um casal decidiu vender o próprio veículo com o objetivo de investir na compra de um imóvel. A esposa, proprietária de um salão de beleza, comentou sobre a venda com uma cliente e vizinha, que se ofereceu para intermediar a negociação, afirmando atuar na área de compra e venda de veículos e prometendo rapidez e bom valor.
Confiando na proposta, o casal entregou os documentos do carro e assinou digitalmente um contrato de compra e venda, enviado por meio de aplicativo de mensagens. Após a assinatura, aguardavam o repasse do valor combinado.
No entanto, a intermediadora passou a alegar que o suposto comprador estaria aguardando a aprovação de um financiamento bancário, justificando a demora no pagamento. A situação se prolongou por semanas, com sucessivas promessas de conclusão da negociação, sem que qualquer quantia fosse repassada aos proprietários.
Diante da demora, o casal decidiu desistir da intermediação e tentou vender o veículo diretamente a uma concessionária. Foi então que descobriu que o carro já estava financiado em uma instituição bancária, sem o conhecimento ou autorização dos verdadeiros donos.
Financiamento fraudulento
No documento eletrônico de transferência do veículo (CRV-e), constava como comprador um terceiro, que foi localizado pela polícia. Ele afirmou que nunca adquiriu o veículo e que também foi vítima do golpe.
Segundo o relato, a intermediadora pediu que ele realizasse o financiamento em seu nome, alegando possuir restrições cadastrais. O carro teria sido apresentado como sendo de propriedade dela, motivo pelo qual ele aceitou “emprestar” o nome para a operação.
Ainda conforme esse terceiro, ele nunca teve intenção de ficar com o veículo e sequer o procurava há mais de um mês. A investigada teria utilizado o financiamento obtido em nome dele para negociar o carro com outras pessoas, apropriando-se do valor da venda sem repassar qualquer quantia aos verdadeiros proprietários.
A mulher permanece à disposição da Justiça, e a Polícia Civil segue investigando o caso para apurar a existência de outras vítimas e possíveis crimes relacionados à fraude.
Brunno Suênio
Ver todos os comentários | 0 |