A Polícia Civil do Piauí realizou uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (9), para tratar do caso do motorista de aplicativo Francisco Alan Marques da Silva, 27 anos, encontrado morto na noite dessa quarta (8) na região de Altos. Segundo o delegado Barêtta, diretor do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a principal hipótese é de que o jovem de 27 anos tenha sido vítima de latrocínio – roubo seguido de morte.
Três suspeitos de envolvimento no crime estão presos temporariamente: Luiz Bezerra Neto, Weslley Fernandes Pereira e Matheus Silva Caland. A princípio, o DHPP estava em busca apenas de Luiz Neto, apontado como principal suspeito, enquanto os outros dois foram detidos em flagrante por estarem na companhia dele, em posse de armas e joias.
“Na residência onde foi encontrado o Luiz Neto, encontramos mais dois indivíduos que tinham mandado de prisão em aberto, foragidos por crimes violentos. Esses dois indivíduos, por terem mandado de prisão, também foram conduzidos para o DHPP. Com eles foram encontradas algumas joias que nós estamos divulgando para que alguém eventualmente reconheça, porque são bandidos, são assaltantes e provavelmente devem ser fruto de algum assalto que eles tenham cometido”, declarou o delegado-geral Luccy Keiko.
Latrocínio
O delegado Barêtta explicou que a principal linha de investigação é a de que Francisco Alan tenha sido morto em um assalto. Preliminarmente, foram identificadas marcas de três disparos de arma de fogo no corpo da vítima.
“A natureza jurídica do fato está caminhando para um crime de latrocínio, porque o carro da vítima foi utilizado para a prática de outros crimes. Estamos, inclusive, aguardando o laudo cadavérico, porque preliminarmente já vimos que ele recebeu três disparos de arma de fogo na região da cabeça e do tórax. Nós queremos saber a posição em que ele recebeu esses tiros, para a gente saber as qualificadoras, mas tudo indica que a natureza jurídica é um crime de latrocínio”, esclareceu o diretor do DHPP.
Luiz Neto entregou comparsas
Ainda segundo o delegado-geral da Polícia Civil, durante interrogatório, Luiz Neto acabou revelando onde o corpo de Francisco Alan havia sido deixado, e também declinou a participação dos outros dois presos, Weslley Pereira e Matheus Caland.
“Durante os interrogatórios, eles começaram a dar informações divergentes. As investigações foram evoluindo e ele percebeu que já havia provas contundentes. Argumentamos que para ele era melhor entregar onde o corpo se encontrava, para fins até de tentar minimizar a pena dele por ocultação de cadáver, e ele aceitou. Ele levou ao local do cadáver e disse que os outros dois indivíduos presos teriam participado também”, concluiu Luccy Keiko.
A polícia terá um prazo de 30 dias para concluir o inquérito e encaminhar os autos à Justiça e ao Ministério Público.
Brunno Suênio
Thais Guimarães
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