O presidente da República eleito em 2026 terá a oportunidade de promover uma significativa renovação nos tribunais superiores do país. Até 4 de janeiro de 2031, pelo menos 21 vagas poderão ser preenchidas pelo futuro chefe do Executivo em diferentes Cortes, incluindo o Supremo Tribunal Federal ( STF ), o Superior Tribunal de Justiça ( STJ ), o Superior Tribunal Militar ( STM ) e o Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ).

As mudanças decorrem principalmente de aposentadorias compulsórias, previstas quando os magistrados atingem 75 anos de idade, além de vagas que já se encontram abertas e ainda não foram preenchidas.

Além das aposentadorias já previstas, outras cadeiras poderão ser abertas em razão de renúncias, falecimentos, afastamentos ou decisões disciplinares.

Foto: Antonio Augusto/STF
A estátua "A Justiça" do STF

STF terá renovação de mais de um terço da composição

O Supremo Tribunal Federal será a Corte mais impactada pelas futuras indicações. Dos 11 ministros que compõem o tribunal, quatro deixarão seus cargos até o fim do próximo mandato presidencial.

Uma das cadeiras já está vaga desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Além disso, os ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes também alcançarão a idade limite para permanência na Corte até 2030.

Com isso, o próximo presidente poderá indicar mais de um terço dos integrantes do STF, influenciando diretamente a composição do principal tribunal do país.

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STJ também passará por mudanças

No Superior Tribunal de Justiça, responsável por uniformizar a interpretação das leis federais, uma vaga já está aberta e aguarda definição da lista tríplice que será encaminhada para escolha presidencial.

Além disso, outros cinco ministros devem deixar o tribunal entre 2026 e 2029 em razão da aposentadoria compulsória, ampliando o número de indicações que ficarão sob responsabilidade do futuro governo.

STM e TSE terão renovação parcial

O Superior Tribunal Militar também passará por alterações. Dois ministros devem se aposentar durante o próximo mandato presidencial: um representante da Aeronáutica e um integrante da classe civil.

Já no Tribunal Superior Eleitoral, a renovação ocorre com mais frequência devido aos mandatos de dois anos. O presidente da República tem participação na escolha de parte dos ministros titulares e substitutos da Corte eleitoral.