O ex-prefeito de Teresina e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Sílvio Mendes, disse que está com tempo livre para se dedicar à campanha para fortalecer seu nome visando as eleições deste ano.
"Do Cajueiro da Praia até o extremo Sul do Estado, em Sebastião Barros, lá no extremo com a Bahia. Esse é o caminho da estrada que iremos percorrer", falou em entrevista ao portal GP1.
O ex-prefeito ressaltou ainda que ele e Wilson Martins chegaram a conversar sobre uma possível coligação.
"Quando Wilson Martins correu o risco de ficar deserdado do poder, nós conversamos e existiu essa possibilidade do encaminhamento dessa natureza", disse Sílvio Mendes.
Confira a entrevista concedida ao portal GP1.
GP1 - Wilson Martins (PSB) assumiu o governo do estado e o PTB de João Vicente Claudino ficou com a prefeitura de Teresina. O senhor não acha que o PSDB pode sair em desvantagem nessas eleições?
Sílvio Mendes ? Não acredito que nenhum dos dois utilize a máquina, seja do governo municipal ou estadual para fazer campanha, pois seria um jogo desigual e desonesto. São dois homens inteligentes, que sabem os limites da lei. Isso não me trás nenhum receio e com essas coisas a gente não perde tempo.
GP1 - Sobre a possibilidade de ter dois palanques no Piauí para a pré-candidata à Presidência da República, Dilma Roussef (PT), o senhor como representante de José Serra do PSDB no Piauí, não acha que vai ficar desigual? E como está o trabalho de planejamento do PSDB para ser feito uma sucessão presidencial aqui no Piauí?
Sílvio Mendes ? Eu tenho dificuldade de me equilibrar em um só lugar imagine em dois. Mas, a questão de dois palanques não me compete a fazer considerações. O que me compete é garantir ao pré-candidato José Serra um lugar decente. Ele vai andar pelo Estado de cabeça erguida, como nós andamos. Vou fazer todo esforço, pois ele é um homem de origem humilde, decente, determinado, corajoso e tem experiência. Ele só não faz propaganda dos feitos que ele consegue. Mas, José Serra foi um dos maiores ministros da Saúde. Permitiu que a população pobre do país tivesse acesso ao remédio, como os genéricos. Foi ele que fez através de projeto de Lei no Congresso, o PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador), que protege o trabalhador quando está desempregado. Foi ele que fez também a lei da Responsabilidade Fiscal, uma das mais importantes, que obriga o gestor público a cumprir percentuais.
GP1 - Qual será a estratégia do senhor durante a campanha eleitoral? É criticar adversários?
Sílvio Mendes - Não vou criticar. Muita coisa foi feita, nada começou agora. O Piauí tem muitos anos, todos os governos fizeram dentro de suas limitações o que era possível. Vamos analisar e fazer um diagnóstico do estado do Piauí e dizer qual é o caminho, buscando mudanças nas vidas das pessoas.
GP1 - O senhor já declarou que gostaria de fazer uma campanha política sem agressões e por enquanto tem dois adversários. Quem o senhor considera o principal adversário e o que fazer para evitar esses tipos de agressões?
Sílvio Mendes - Adversário a gente não escolhe. É difícil ser candidato como eu decidi com meu partido e aliados. Chamar uma campanha de alto nível é uma campanha educada, civilizada que respeite as pessoas e que tenha uma discussão de teses, propostas para o desenvolvimento do Piauí. Empresário nenhum vai investir no Estado se não tiver condições mínimas para que seus negócios possam prosperar. Mas propor de fato aos outros candidatos uma campanha sem agressões, pode parecer arrogância ou atrevimento e eu não sou nenhum das duas coisas. Cada é um é responsável pelos seus atos.
GP1 - O senhor é amigo do governador Wilson Martins e do senador João Vicente Claudino, não pode abalar essa amizade por conta da campanha política?
Sílvio Mendes - Não, espero que não. Nós estamos tratando de uma coisa muito mais importante que os candidatos, que é o estado do Piauí e sua população. E isso não pode ser nada enviesado, tem que ser claro, escutar as pessoas nas caminhadas que vou fazer, saber quais são seus problemas, seus sonhos e ver em que a gente pode ajudar para realizar. Nesse momento é proibido pedir voto, então vou escutar as pessoas, para evitar problemas com a justiça eleitoral.
GP1 - O senhor falou que durante essa caminhada pelo Estado vai ouvir as pessoas para ver o que pode ser realizado, para desenvolver o Piauí. O senhor já fez algum levantamento do que vai ser proposto na área social, da educação, saúde e investimentos de outras naturezas, para melhorar a qualidade de vida dos piauienses?
Sílvio Mendes - É preciso muito cuidado para não seduzir as pessoas com falsas verdades, porque isso causa decepções. É preciso ter esperanças no futuro e esperanças só se constroem com trabalho. Então temos experiências e aceitamos comparações do que fizemos em Teresina, e propomos para fazer aqui no Estado. Aceitamos comparações em todos os níveis, na área social, educação, saúde. Só são diferentes as proporções, de cuidar de uma cidade e de um Estado. O secretário de planejamento Sergio Miranda, me disse que o Piauí tem uma taxa de analfabetismo de 24%. Como um estado vai se desenvolver com uma taxa de analfabetismo de 24%? Evoluiu sim, mas não foi feito o suficiente. Em Teresina temos a melhor rede pública de ensino, ai vou já comparar o que foi feito o que avançou. Mas, só Teresina não foi o suficiente, por que colocamos a educação como a obra mais importante, não foi a ponte Estaiada. A educação não aparece aos olhos vistos, mas forma cidadãos.
GP1 - Qual o planejamento do PSDB para se fortalecer no interior do Piauí?
Sílvio Mendes - O PSDB nunca foi governo. A maioria das cidades do estado do Piauí é pequena e tem uma dependência muito forte com o Governo. E os partidos crescem na medida das perspectivas de assumir o governo. Então, o PSDB não passou por essa experiência de governar o Piauí, mas estamos oferecendo a oportunidade agora. A questão da aliança política na cidade é muito importante, mas adesão da população é mais ainda. Se tiver adesão da população, vamos ter êxito na caminhada, se não, vamos compreender. Mas também não seremos omissos, tomaremos atitudes. Vamos percorrer onde não haja conflito, onde a gente possa ser bem recebido e possa conversar com as pessoas, dentro do que a lei determina. Não serei multado, pela justiça eleitoral como foi o nosso governador Wilson Martins.
GP1 - Antes de Wilson Martins assumir o governo do Estado, foi cogitada a possibilidade de uma aliança entre PSB e PSDB nestas eleições?
Sílvio Mendes - Sempre conversamos e quero continuar assim. As relações pessoais não podem ser prejudicadas por isso. Quando o Wilson Martins correu o risco de ficar deserdado do poder e ficar aberto sobre a decisão do então governador Wellington Dias, ele passou alguns momentos fora do jogo e nesse momento nós conversamos e existiu essa possibilidade do encaminhamento dessa natureza. Wilson tem características que poderia levar o êxito nessa historia. Mas, quando o jogo virou e ele se tornou a maior autoridade do estado do Piauí, mudou todo o cenário político.
O senador João Vicente não se considerando contemplado nessas negociações, como presidente do PTB, tomou a decisão de seguir outro caminho. Ele não me disse isso pessoalmente, mas acompanho pela imprensa. Agora a oposição sempre foi dita em alto e bom som, e foi exercida por nós do PSDB. O que não nos impediu de fazer parcerias com os governos estadual e federal. Sobre a questão da base aliada, todos os pré-candidatos ao governado, foram a campo tentando viabilizar sua candidatura pelos critérios ditos pelo então governador Wellington Dias. Mas alguns foram além dos limites permitidos, como é o caso do governador Wilson Martins, que foi multado pela justiça eleitoral. Então gera certa desconfiança, se uma autoridade dessa natureza se propõe a cuidar do estado do Piauí e não obedece à lei, a gente fica com uma interrogação na cabeça e pensando no que pode acontecer.
Sílvio Mendes - Do Cajueiro da Praia até o extremo Sul do Estado, em Sebastião Barros, lá no extremo da Bahia. Esse é o caminho da estrada que iremos percorrer. Temos tempo, vamos andar de cabeça erguida e conversar com as pessoas. A questão de estrutura de dinheiro é para comprar voto, que é proibido. Mas, se tem noticias de que alguns compram, e vendem também. Isso não será surpresa.
GP1 - Existe a possibilidade do PSDB se unir com PTB nas eleições deste ano?
Sílvio Mendes - Eu tomei uma decisão de colocar uma alternativa política e administrativa para a população do Estado. E só deixei a prefeitura porque suas contas estavam equilibradas, numa situação confortável. Não estou barganhando cargo, e nem vou. Agora estou liberado em tempo integral para utilizar na minha caminhada pelo Piauí. O que a lei permitir fazer fora do período eleitoral eu vou fazer, sem descumpri-la.
Fomos aliados até o dia 31 de março, não temos dificuldades em fazer alianças com o PTB, como no PMDB. O PSDB nasceu do PMDB, temos as melhores relações com o partido e seus filiados, tanto como o deputado Marcelo Castro e Temístocles Filho. Claro que isso é uma questão interna da economia do partido, tanto como o PMDB e PTB. João Vicente Claudino como presidente do PTB e o dirigente do PMDB estão avaliando para saber quais os melhores caminhos. Se eles entenderem e aceitaram a aliança conosco serão bem vindos. A decisão foi tomada, amadurecida, ouvimos pontos com ponderações, conselhos de muita gente. Mas a decisão foi tomada de forma definitiva. Estou me colocando a serviço do estado do Piauí e dando a população uma alternativa.
GP1 - É verdade que o empresário João Claudino convidou o senhor para ser candidato ao Senado e apoiar a candidatura de JVC?
Sílvio Mendes ? Não é verdade.
GP1 - É verdade que o PSDB já ofereceu a vaga de vice para o PMDB?
Sílvio Mendes ? Não. Isso é uma política pequena, não tenho mais idade para isso.
GP1 - Wilson Martins disse ainda que não compreende o fato do senador João Vicente Claudino se declarar pré-candidato ao governo do Estado pela oposição, já que ele, há pouco tempo, era um dos pré-candidatos da base governista. O senhor concorda com a opinião do governador?
Sílvio Mendes - Me reservo, cada um tem suas reflexões, e toma as atitudes que forem mais convenientes.
GP1 - Adversários como Robert Rios (PC do B) disseram que a decisão do senhor em sair da Prefeitura teria sido isolado na corrida para sucessão estadual, alegando que no interior do Estado a eleição estaria polarizada entre o governador Wilson Martins e o senador João Vicente Claudino. O que senhor achou das declarações do deputado?
Sílvio Mendes - Eu não acho nada.
"Do Cajueiro da Praia até o extremo Sul do Estado, em Sebastião Barros, lá no extremo com a Bahia. Esse é o caminho da estrada que iremos percorrer", falou em entrevista ao portal GP1.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Ex-prefeito de Teresina e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Sílvio Mendes
Sílvio Mendes falou sobre sua saída da prefeitura de Teresina para disputar a eleição estadual, e disse não acreditar que o governador Wilson Martins (PSB) e o senador João Vicente Claudino (PTB), possam vir usar a máquina.
Ex-prefeito de Teresina e pré-candidato do PSDB ao governo do Estado, Sílvio MendesO ex-prefeito ressaltou ainda que ele e Wilson Martins chegaram a conversar sobre uma possível coligação.
"Quando Wilson Martins correu o risco de ficar deserdado do poder, nós conversamos e existiu essa possibilidade do encaminhamento dessa natureza", disse Sílvio Mendes.
Confira a entrevista concedida ao portal GP1.
GP1 - Wilson Martins (PSB) assumiu o governo do estado e o PTB de João Vicente Claudino ficou com a prefeitura de Teresina. O senhor não acha que o PSDB pode sair em desvantagem nessas eleições?
Sílvio Mendes ? Não acredito que nenhum dos dois utilize a máquina, seja do governo municipal ou estadual para fazer campanha, pois seria um jogo desigual e desonesto. São dois homens inteligentes, que sabem os limites da lei. Isso não me trás nenhum receio e com essas coisas a gente não perde tempo.
GP1 - Sobre a possibilidade de ter dois palanques no Piauí para a pré-candidata à Presidência da República, Dilma Roussef (PT), o senhor como representante de José Serra do PSDB no Piauí, não acha que vai ficar desigual? E como está o trabalho de planejamento do PSDB para ser feito uma sucessão presidencial aqui no Piauí?
Sílvio Mendes ? Eu tenho dificuldade de me equilibrar em um só lugar imagine em dois. Mas, a questão de dois palanques não me compete a fazer considerações. O que me compete é garantir ao pré-candidato José Serra um lugar decente. Ele vai andar pelo Estado de cabeça erguida, como nós andamos. Vou fazer todo esforço, pois ele é um homem de origem humilde, decente, determinado, corajoso e tem experiência. Ele só não faz propaganda dos feitos que ele consegue. Mas, José Serra foi um dos maiores ministros da Saúde. Permitiu que a população pobre do país tivesse acesso ao remédio, como os genéricos. Foi ele que fez através de projeto de Lei no Congresso, o PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador), que protege o trabalhador quando está desempregado. Foi ele que fez também a lei da Responsabilidade Fiscal, uma das mais importantes, que obriga o gestor público a cumprir percentuais.
Imagem: Manuela Coelho do GP1
Sílvio Mendes confiante com sua pré-candidatura ao governo do Estado.
Sílvio Mendes confiante com sua pré-candidatura ao governo do Estado.GP1 - Qual será a estratégia do senhor durante a campanha eleitoral? É criticar adversários?
Sílvio Mendes - Não vou criticar. Muita coisa foi feita, nada começou agora. O Piauí tem muitos anos, todos os governos fizeram dentro de suas limitações o que era possível. Vamos analisar e fazer um diagnóstico do estado do Piauí e dizer qual é o caminho, buscando mudanças nas vidas das pessoas.
GP1 - O senhor já declarou que gostaria de fazer uma campanha política sem agressões e por enquanto tem dois adversários. Quem o senhor considera o principal adversário e o que fazer para evitar esses tipos de agressões?
Sílvio Mendes - Adversário a gente não escolhe. É difícil ser candidato como eu decidi com meu partido e aliados. Chamar uma campanha de alto nível é uma campanha educada, civilizada que respeite as pessoas e que tenha uma discussão de teses, propostas para o desenvolvimento do Piauí. Empresário nenhum vai investir no Estado se não tiver condições mínimas para que seus negócios possam prosperar. Mas propor de fato aos outros candidatos uma campanha sem agressões, pode parecer arrogância ou atrevimento e eu não sou nenhum das duas coisas. Cada é um é responsável pelos seus atos.
GP1 - O senhor é amigo do governador Wilson Martins e do senador João Vicente Claudino, não pode abalar essa amizade por conta da campanha política?
Sílvio Mendes - Não, espero que não. Nós estamos tratando de uma coisa muito mais importante que os candidatos, que é o estado do Piauí e sua população. E isso não pode ser nada enviesado, tem que ser claro, escutar as pessoas nas caminhadas que vou fazer, saber quais são seus problemas, seus sonhos e ver em que a gente pode ajudar para realizar. Nesse momento é proibido pedir voto, então vou escutar as pessoas, para evitar problemas com a justiça eleitoral.
GP1 - O senhor falou que durante essa caminhada pelo Estado vai ouvir as pessoas para ver o que pode ser realizado, para desenvolver o Piauí. O senhor já fez algum levantamento do que vai ser proposto na área social, da educação, saúde e investimentos de outras naturezas, para melhorar a qualidade de vida dos piauienses?
Sílvio Mendes - É preciso muito cuidado para não seduzir as pessoas com falsas verdades, porque isso causa decepções. É preciso ter esperanças no futuro e esperanças só se constroem com trabalho. Então temos experiências e aceitamos comparações do que fizemos em Teresina, e propomos para fazer aqui no Estado. Aceitamos comparações em todos os níveis, na área social, educação, saúde. Só são diferentes as proporções, de cuidar de uma cidade e de um Estado. O secretário de planejamento Sergio Miranda, me disse que o Piauí tem uma taxa de analfabetismo de 24%. Como um estado vai se desenvolver com uma taxa de analfabetismo de 24%? Evoluiu sim, mas não foi feito o suficiente. Em Teresina temos a melhor rede pública de ensino, ai vou já comparar o que foi feito o que avançou. Mas, só Teresina não foi o suficiente, por que colocamos a educação como a obra mais importante, não foi a ponte Estaiada. A educação não aparece aos olhos vistos, mas forma cidadãos.
GP1 - Qual o planejamento do PSDB para se fortalecer no interior do Piauí?
Sílvio Mendes - O PSDB nunca foi governo. A maioria das cidades do estado do Piauí é pequena e tem uma dependência muito forte com o Governo. E os partidos crescem na medida das perspectivas de assumir o governo. Então, o PSDB não passou por essa experiência de governar o Piauí, mas estamos oferecendo a oportunidade agora. A questão da aliança política na cidade é muito importante, mas adesão da população é mais ainda. Se tiver adesão da população, vamos ter êxito na caminhada, se não, vamos compreender. Mas também não seremos omissos, tomaremos atitudes. Vamos percorrer onde não haja conflito, onde a gente possa ser bem recebido e possa conversar com as pessoas, dentro do que a lei determina. Não serei multado, pela justiça eleitoral como foi o nosso governador Wilson Martins.
GP1 - Antes de Wilson Martins assumir o governo do Estado, foi cogitada a possibilidade de uma aliança entre PSB e PSDB nestas eleições?
Sílvio Mendes - Sempre conversamos e quero continuar assim. As relações pessoais não podem ser prejudicadas por isso. Quando o Wilson Martins correu o risco de ficar deserdado do poder e ficar aberto sobre a decisão do então governador Wellington Dias, ele passou alguns momentos fora do jogo e nesse momento nós conversamos e existiu essa possibilidade do encaminhamento dessa natureza. Wilson tem características que poderia levar o êxito nessa historia. Mas, quando o jogo virou e ele se tornou a maior autoridade do estado do Piauí, mudou todo o cenário político.
O senador João Vicente não se considerando contemplado nessas negociações, como presidente do PTB, tomou a decisão de seguir outro caminho. Ele não me disse isso pessoalmente, mas acompanho pela imprensa. Agora a oposição sempre foi dita em alto e bom som, e foi exercida por nós do PSDB. O que não nos impediu de fazer parcerias com os governos estadual e federal. Sobre a questão da base aliada, todos os pré-candidatos ao governado, foram a campo tentando viabilizar sua candidatura pelos critérios ditos pelo então governador Wellington Dias. Mas alguns foram além dos limites permitidos, como é o caso do governador Wilson Martins, que foi multado pela justiça eleitoral. Então gera certa desconfiança, se uma autoridade dessa natureza se propõe a cuidar do estado do Piauí e não obedece à lei, a gente fica com uma interrogação na cabeça e pensando no que pode acontecer.
Imagem: Manuela Coelho do GP1Clique para ampliar
Sílvio Mendes vai gastar o solado do sapato percorrendo todo Piauí
GP1 - Só se fala em estrutura e máquina e o senhor não detém nenhum dos dois. Espera chegar aonde sem ter esses instrumentos?
Sílvio Mendes vai gastar o solado do sapato percorrendo todo PiauíSílvio Mendes - Do Cajueiro da Praia até o extremo Sul do Estado, em Sebastião Barros, lá no extremo da Bahia. Esse é o caminho da estrada que iremos percorrer. Temos tempo, vamos andar de cabeça erguida e conversar com as pessoas. A questão de estrutura de dinheiro é para comprar voto, que é proibido. Mas, se tem noticias de que alguns compram, e vendem também. Isso não será surpresa.
GP1 - Existe a possibilidade do PSDB se unir com PTB nas eleições deste ano?
Sílvio Mendes - Eu tomei uma decisão de colocar uma alternativa política e administrativa para a população do Estado. E só deixei a prefeitura porque suas contas estavam equilibradas, numa situação confortável. Não estou barganhando cargo, e nem vou. Agora estou liberado em tempo integral para utilizar na minha caminhada pelo Piauí. O que a lei permitir fazer fora do período eleitoral eu vou fazer, sem descumpri-la.
Fomos aliados até o dia 31 de março, não temos dificuldades em fazer alianças com o PTB, como no PMDB. O PSDB nasceu do PMDB, temos as melhores relações com o partido e seus filiados, tanto como o deputado Marcelo Castro e Temístocles Filho. Claro que isso é uma questão interna da economia do partido, tanto como o PMDB e PTB. João Vicente Claudino como presidente do PTB e o dirigente do PMDB estão avaliando para saber quais os melhores caminhos. Se eles entenderem e aceitaram a aliança conosco serão bem vindos. A decisão foi tomada, amadurecida, ouvimos pontos com ponderações, conselhos de muita gente. Mas a decisão foi tomada de forma definitiva. Estou me colocando a serviço do estado do Piauí e dando a população uma alternativa.
GP1 - É verdade que o empresário João Claudino convidou o senhor para ser candidato ao Senado e apoiar a candidatura de JVC?
Sílvio Mendes ? Não é verdade.
GP1 - É verdade que o PSDB já ofereceu a vaga de vice para o PMDB?
Sílvio Mendes ? Não. Isso é uma política pequena, não tenho mais idade para isso.
GP1 - Wilson Martins disse ainda que não compreende o fato do senador João Vicente Claudino se declarar pré-candidato ao governo do Estado pela oposição, já que ele, há pouco tempo, era um dos pré-candidatos da base governista. O senhor concorda com a opinião do governador?
Sílvio Mendes - Me reservo, cada um tem suas reflexões, e toma as atitudes que forem mais convenientes.
GP1 - Adversários como Robert Rios (PC do B) disseram que a decisão do senhor em sair da Prefeitura teria sido isolado na corrida para sucessão estadual, alegando que no interior do Estado a eleição estaria polarizada entre o governador Wilson Martins e o senador João Vicente Claudino. O que senhor achou das declarações do deputado?
Sílvio Mendes - Eu não acho nada.
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