A educação, base do desenvolvimento de uma sociedade, parece não ser prioridade para a Prefeitura de Riacho Frio, município localizado a 865 Km de Teresina. Alegando más condições de trabalho, os professores da rede municipal já estão há mais de três meses com suas atividades paralisadas. Dentre as várias reivindicações, os docentes almejam a inclusão no plano de carreiras e salários, além de melhores condições nas escolas.
O advogado do sindicato dos professores do município Périkles Lima, acrescenta que além das péssimas condições de trabalho para a categoria e alunos, o prefeito descumpre a lei 11.738, aprovada em julho de 2008 do piso salarial e a criação de um plano de carreira. “Esses professores são responsáveis e dedicados. O que exigimos da administração municipal é reconhecimento e o cumprimento de uma lei federal”, destacou o advogado.
Imagem: Divulgação/GP1
Alunos são transportados em caminhão "pau-de-arara"
Atualmente as escolas do município estão sucateadas, onde alunos são transportados irregularmente e não contam com assistência básica para permanecerem no local. “As escolas não possuem bebedouros para os alunos, essas têm que acumular água em potes, além da merenda escolar ser de péssima qualidade, já os professores não possuem mesa, armários para guardar o material, entre outras dificuldades”, frisou Núbia Lopes, membro da Central Única de Trabalhadores (CUT).
Alunos são transportados em caminhão "pau-de-arara"Imagem: Divulgação/GP1
Professora Núbia
Núbia conta que já tentaram várias negociações com o prefeito, porém a gestão é antidemocrática e opressora. “Apresentamos muitas alternativas de negociação para o prefeito, que em nenhum momento se mobilizou para realizar um acordo. Ele chegou a entrar na justiça pedindo a irregularidade da greve, alegando que o município não tem recurso”, disse a diretora.
Professora NúbiaO advogado do sindicato dos professores do município Périkles Lima, acrescenta que além das péssimas condições de trabalho para a categoria e alunos, o prefeito descumpre a lei 11.738, aprovada em julho de 2008 do piso salarial e a criação de um plano de carreira. “Esses professores são responsáveis e dedicados. O que exigimos da administração municipal é reconhecimento e o cumprimento de uma lei federal”, destacou o advogado.
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