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Política

Comissão de Ética da Presidência diz que não há o que apurar sobre patrimônio de Antônio Palocci

O patrimônio de Palocci foi discutido na reunião desta segunda da comissão, que durou mais de três horas e meia.

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, José Paulo Sepúlveda Pertence, informou nesta segunda-feira, 16, que não há o que apurar no momento em relação ao patrimônio do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que, segundo o jornal Folha de S.Paulo, aumentou 20 vezes em quatro anos.

Pertence disse que antes de assumir o cargo de ministro da Casa Civil, Palocci o consultou informalmente e à comissão para falar sobre a empresa de consultoria Projeto e que foi aconselhado a mudar o contrato da empresa, porque a consultoria era uma coisa muito ampla. Segundo Pertence, a forma como a empresa foi alterada não apresenta nenhum problema. O presidente da comissão de ética lembrou que outros ministros como Henrique Meirelles e Márcio Tomas Bastos (respectivamente ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Justiça, no governo Lula) deixaram a direção de empresas quando assumiram o governo e que a mudança, no caso de Palocci, foi feita no mesmo parâmetro.

O patrimônio de Palocci foi discutido na reunião desta segunda da comissão, que durou mais de três horas e meia. Mas segundo Pertence, a comissão apenas "passou os olhos" sobre o assunto. "Não nos cabe indagar a história da fortuna dos pobres e dos ricos que se tornaram ministro", afirmou Pertence, ao final da reunião.

Ao ser lembrado que a fortuna foi adquirida durante o tempo que era deputado federal e questionado se não havia nisso conflito de interesses, Pertence declarou que só se houver uma denúncia concreta de falsidade nas declarações que Palocci prestou à Comissão de Ética, ao tomar posse como ministro, é que poderá ser tomada alguma medida. Segundo Pertence "não há matéria a ser examinada pela comissão".

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