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Política

Lula articula com deputado aliança para eleições à prefeitura de SP em 2012

O encontro com o peemedebista faz parte de estratégia capitaneada pelo ex-presidente para a formação de um leque de alianças que deem sustentação ao candidato do PT na corrida muni

 Cada vez mais empenhado nas articulações políticas em torno da disputa ao comando da capital paulista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu-se na tarde desta quinta-feira, 25, com o deputado federal Gabriel Chalita, pré-candidato do PMDB à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). No encontro, promovido no Instituto Lula, na capital paulista, o ex-presidente deixou claro ao deputado federal que o PT terá candidatura própria em São Paulo, citou o nome do ministro da Educação, Fernando Haddad, e defendeu o apoio mútuo entre ambos, caso algum deles dispute um eventual segundo turno em 2012.

O presidente do PMDB paulista, deputado estadual Baleia Rossi, conversou com o deputado federal após o encontro e negou que o ex-presidente tenha tentado demover o peemedebista da ideia de disputar a Prefeitura de São Paulo. "Ele ponderou que acha o Haddad um nome bom para disputar pelo PT e que seria importante ter dois candidatos fortes para forçar um segundo turno", disse o deputado estadual. Na avaliação dele, diante dos nomes apresentados, não há possibilidade, pelo menos no primeiro turno, de uma aliança entre PT e PMDB em São Paulo. No segundo turno, contudo, um apoio seria natural. "A candidatura do Chalita é muito importante para o PMDB, como a do PT é importante para o partido", avaliou.

O encontro com o peemedebista faz parte de estratégia capitaneada pelo ex-presidente para a formação de um leque de alianças que deem sustentação ao candidato do PT na corrida municipal. Na segunda-feira, 22, quando reuniu-se com quatro pré-candidatos petistas, o ex-presidente defendeu que a sigla já procure aliados tradicionais na capital paulista, como PC do B, PDT, PSB e PR.

O ex-presidente pregou ainda que o partido estenda o diálogo ao PMDB, em uma tentativa de reproduzir, ainda no primeiro turno, a aliança que elegeu a presidente Dilma Rousseff. O ex-presidente já exprimiu a aliados a preocupação de se construir um forte palanque eletrônico que dê sustentação à candidatura de Haddad, cujo nome ainda é relativamente desconhecido dos eleitores.

A estratégia do ex-presidente, de não pedir diretamente que o peemedebista abra mão da disputa, é semelhante à adotada, na segunda-feira, 22, com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que rivaliza com o ministro pelo posto de candidato petista para a disputa municipal. No encontro com a petista, o ex-presidente elogiou a senadora e reconheceu o seu capital político, mas, nas entrelinhas, passou o recado à petista que defende um nome novo e prefere a sua permanência no Senado.
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