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Política

Deputado culpa Furnas pelo apagão no RJ e atribui blindagem ao PT

Cesar Ribeiro Zani. No cargo há dois anos, Zani é apontado como um dos apadrinhados do PT no comando da empresa.

Convencido de que a prometida "faxina" pela presidente Dilma Rousseff em Furnas Centrais Elétricas vai poupar os diretores indicados pelo PT, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) aproveitou o apagão de mais de uma hora ontem no Rio para criticar o diretor de Operação do Sistema e Comercialização de Energia da estatal, Cesar Ribeiro Zani. No cargo há dois anos, Zani é apontado como um dos apadrinhados do PT no comando da empresa.

"Apagão no Rio. Culpa de Furnas. Não vão demitir o diretor de Operações? Dele já é o terceiro apagão. O nome é Cesar Zani", escreveu Cunha, em seu twitter, ontem à tarde. Assim como fez na área dos Transportes, a presidente Dilma pretende anunciar na semana que vem uma "faxina" nas diretorias de Furnas. A convicção, no entanto, é de que apenas indicados por partidos aliados serão atingidos pelas mudanças. Além de Zani, que é ligado ao deputado petista Jorge Bittar (RJ), Luis Fernando Paroli Santos, diretor de Gestão Corporativa e também apadrinhado pelo PT, deverão ser mantidos em seus cargos.


Já os outros três diretores de Furnas deverão ser substituídos. Dois deles foram indicados pelo PMDB do Senado: Márcio Antonio Arantes Porto, da diretoria de Construção, e Luiz Henrique Hamann, diretor Financeiro. Eles foram apadrinhados pelos senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Romero Jucá (PMDB-RR). A faxina deverá desalojar ainda Mário Márcio Rogar, da diretoria de Engenharia, que foi indicado pelo PR.

A ideia é fazer uma reestruturação no comando da estatal com a fusão das diretorias de Engenharia e Construção. Ou seja: além de retirar os apadrinhados do PMDB de Furnas, Dilma vai dar mais poderes aos novos indicados pelo PT com a redução do número de diretorias. Um dos cotados para a nova super diretoria é Márcio Almeida Abreu, homem de confiança de Flávio Decat, atual presidente de Furnas. Para a diretoria de Finanças, que sairá das mãos do PMDB, Decat também pretende trazer outro aliado.


No início do governo Dilma, o PMDB da Câmara perdeu a tutela sobre a presidência de Furnas com saída de Carlos Nadalutti e a nomeação de Flávio Decat para o cargo. Na época, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), ficou irritado e chegou a ameaçar romper com o governo, caso o Palácio do Planalto não aceitasse indicação de deputados do partido para o comando da estatal.

Passados seis meses, o PMDB da Câmara está aparentemente conformado com o fim de suas indicações para Furnas. "A Câmara não tem nada a ver com Furnas. A Câmara está 100% fora de Furnas", afirmou o líder do partido, ao alegar que hoje os apadrinhados políticos do PMDB em Furnas foram indicações do Senado.

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