A morte da jovem Fernanda Lages, estudante de direito que teve a vida interrompida com apenas 19 anos, abriu discussões nos diversos campos da sociedade. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí, SINPOLPI, Cristiano Ribeiro, acredita que a ocorrência do crime expôs as chagas que há muito tempo estão abertas no setor policial do Piauí, principalmente no que diz respeito à estrutura e tecnologia que viabilizem a realização de investigações.
Segundo Cristiano, quando os sindicalistas denunciam os problemas, as autoridades passam para o público uma realidade utópica. "A gente cansou de denunciar, mas aí vinham os gestores com a maquiagem procurando sempre mostrar que tudo está sempre às mil maravilhas, que não tem problemas, que no Estado está tudo bem, ou seja, enganando a sociedade", disse o policial civil. "Nós estamos há tempos com vários gestores em que simplesmente o papel deles é repassar uma realidade que não existe, seus papéis se resumiram a ficar mostrando uma realidade que é uma verdadeira utopia", completou.
Para ele o poder público não oferece à policia civil do Piauí condições para realizar seus trabalhos de investigação. "Aí nos estamos diante de um caso emblemático onde a polícia teve que recorrer ao Estado da Paraíba pra poder fazer exames criminalísticos", disse Cristiano. "Então a sociedade está vendo que as nossas denuncias não são provocações e nem são para atacar político A ou B ou desvalorizar o gestor, nossas denúncias são porque o policial civil do Piauí não tem as mínimas condições de trabalho, não tem as mínimas condições de realizar uma investigação que necessite de aprofundamento", complementou.
O presidente do SINPOLPI disse ainda que por conta da falta de condições de trabalho por que passam os policiais civis, a CICO perdeu a sua função principal. "É papel da policia civil investigar os crimes que ocorrem no Estado. A CICO foi criada para investigar o crime organizado, mas, em razão da falta de condições para a polícia civil trabalhar, a CICO vem recebendo todo tipo de crimes que deveriam ser investigados por nós, ou seja, a CICO perdeu sua função por causa da falta de estrutura da polícia civil", opina Cristiano.
Cristiano afirma que a morte de Fernanda Lages expôs as fragilidades da polícia: "Eu quero destacar que, infelizmente, foi preciso a Fernanda Lages morrer para que enfim acreditassem nas nossas palavras, foi preciso acontecer uma tragédia dessas proporções para que as autoridades enxergassem aquilo que a gente vem denunciando há muito tempo" lamentou Cristiano.
"Já mostramos inúmeras vezes o sucateamento da polícia civil, do Instituto de Criminalística que funciona de forma precaríssima, do Instituto de Medicina Legal também, que não dispõe sequer de elementos básicos de funcionamento como por exemplo luvas, que são instrumentos elementares", disse o presidente do Sindicato.
Segundo Cristiano, quando os sindicalistas denunciam os problemas, as autoridades passam para o público uma realidade utópica. "A gente cansou de denunciar, mas aí vinham os gestores com a maquiagem procurando sempre mostrar que tudo está sempre às mil maravilhas, que não tem problemas, que no Estado está tudo bem, ou seja, enganando a sociedade", disse o policial civil. "Nós estamos há tempos com vários gestores em que simplesmente o papel deles é repassar uma realidade que não existe, seus papéis se resumiram a ficar mostrando uma realidade que é uma verdadeira utopia", completou.
Para ele o poder público não oferece à policia civil do Piauí condições para realizar seus trabalhos de investigação. "Aí nos estamos diante de um caso emblemático onde a polícia teve que recorrer ao Estado da Paraíba pra poder fazer exames criminalísticos", disse Cristiano. "Então a sociedade está vendo que as nossas denuncias não são provocações e nem são para atacar político A ou B ou desvalorizar o gestor, nossas denúncias são porque o policial civil do Piauí não tem as mínimas condições de trabalho, não tem as mínimas condições de realizar uma investigação que necessite de aprofundamento", complementou.
Imagem: Mírian Gomes/GP1
Cristiano Ribeiro
Cristiano RibeiroO presidente do SINPOLPI disse ainda que por conta da falta de condições de trabalho por que passam os policiais civis, a CICO perdeu a sua função principal. "É papel da policia civil investigar os crimes que ocorrem no Estado. A CICO foi criada para investigar o crime organizado, mas, em razão da falta de condições para a polícia civil trabalhar, a CICO vem recebendo todo tipo de crimes que deveriam ser investigados por nós, ou seja, a CICO perdeu sua função por causa da falta de estrutura da polícia civil", opina Cristiano.
Cristiano afirma que a morte de Fernanda Lages expôs as fragilidades da polícia: "Eu quero destacar que, infelizmente, foi preciso a Fernanda Lages morrer para que enfim acreditassem nas nossas palavras, foi preciso acontecer uma tragédia dessas proporções para que as autoridades enxergassem aquilo que a gente vem denunciando há muito tempo" lamentou Cristiano.
"Já mostramos inúmeras vezes o sucateamento da polícia civil, do Instituto de Criminalística que funciona de forma precaríssima, do Instituto de Medicina Legal também, que não dispõe sequer de elementos básicos de funcionamento como por exemplo luvas, que são instrumentos elementares", disse o presidente do Sindicato.
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