O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, Francisco Antônio Paes Landim Filho, cessou os efeitos da suspensão de liminar concedido pelo desembargador José Ribamar Oliveira à empresa CTR Teresina, que planejava instalar um aterro sanitário (lixão) no povoado Cerâmica Cil, localizado na zona Sul de Teresina. Com a medida volta a ter efeito a liminar concedida no plantão judicial pelo desembargador Luiz Gonzaga Brandão de Carvalho, que determinou a suspensão de audiência pública naquela comunidade por parte da Secretaria de Meio Ambiente de Teresina, que iria realizá-la com o objetivo de dar continuidade ao licenciamento ambiental do lixão da Cerâmica Cil.
O desembargador Paes Landim determinou não somente a suspensão, mas o cancelamento da audiência pública que estava sendo conduzida pelo secretário do Meio Ambiente de Teresina, Deocleciano Guedes, que queria apenas suspender a audiência, mas foi comunicado pela oficial de Justiça que teria que cancelar e não suspender a mesma de acordo com a decisão do desembargador Landim.
“Aqui é uma área muito habitada, moram milhares de pessoas. A gente sobrevive da psicultura, das festas, da agricultura e dos balneários. Quem vai querem comprar um peixe, um legume ou tomar banho num riacho perto de um lixão? Eu lhe digo: Ninguém. Vai ser o fim de nós esse lixão”, protesta o morador do povoado Francisco Andrade.
Procurador do Município é contra concessão da licença pro lixão
Em parecer datado do último dia 14, o procurador-geral do Município de Teresina José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimento. “Em virtude da ausência de procedimentos administrativos a serem adotados para análise da solicitação da Licença Ambiental Prévia, a mesma deverá ser suspensa até que se esclareça em Parecer Técnico Ambiental as questões de relevância jurídica apontadas” e acrescenta “ A competência para apreciação do Licenciamento ambiental em tela deverá ser deslocada para os respectivos entes estadual e federal, quais sejam, Semar e Ibama”, prossegue o procurador-geral do Município no parecer assinado em conjunto com o chefe da Procuradoria Patrimonial, Raimundo Eugênio Rocha.
Secretário ignora parecer da Procuradoria Jurídica do Município
Mesmo tendo conhecimento do parecer do procurador-geral do Município, emitido dia 14 de maio, o secretário municipal do Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, convocou no último dia 18, audiência publica para continuar o processo de licenciamento, ignorando o parecer do procurador-geral de Teresina.
O desembargador Paes Landim determinou não somente a suspensão, mas o cancelamento da audiência pública que estava sendo conduzida pelo secretário do Meio Ambiente de Teresina, Deocleciano Guedes, que queria apenas suspender a audiência, mas foi comunicado pela oficial de Justiça que teria que cancelar e não suspender a mesma de acordo com a decisão do desembargador Landim.
Imagem: Dantércio Cardoso
Desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho
A comunidade presente aplaudiu a oficial de Justiça que foi cumprir a ordem de cancelamento da audiência e populares rasgaram a ata da audiência que fora levada já pronta pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente para ser assinada pelos moradores presentes a audiência pública.
Desembargador Francisco Antônio Paes Landim Filho“Aqui é uma área muito habitada, moram milhares de pessoas. A gente sobrevive da psicultura, das festas, da agricultura e dos balneários. Quem vai querem comprar um peixe, um legume ou tomar banho num riacho perto de um lixão? Eu lhe digo: Ninguém. Vai ser o fim de nós esse lixão”, protesta o morador do povoado Francisco Andrade.
Imagem: Reprodução
Secretário Deocleciano Guedes
Secretário Deocleciano GuedesProcurador do Município é contra concessão da licença pro lixão
Em parecer datado do último dia 14, o procurador-geral do Município de Teresina José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimento. “Em virtude da ausência de procedimentos administrativos a serem adotados para análise da solicitação da Licença Ambiental Prévia, a mesma deverá ser suspensa até que se esclareça em Parecer Técnico Ambiental as questões de relevância jurídica apontadas” e acrescenta “ A competência para apreciação do Licenciamento ambiental em tela deverá ser deslocada para os respectivos entes estadual e federal, quais sejam, Semar e Ibama”, prossegue o procurador-geral do Município no parecer assinado em conjunto com o chefe da Procuradoria Patrimonial, Raimundo Eugênio Rocha.
Imagem: GP1
Procurador-geral do Município de Teresina, José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimento
Procurador-geral do Município de Teresina, José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimentoImagem: GP1
Procurador-geral do Município de Teresina, José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimento
Procurador-geral do Município de Teresina, José Wilson de Araújo, opina pela suspensão da licença concedida ao empreendimentoSecretário ignora parecer da Procuradoria Jurídica do Município
Mesmo tendo conhecimento do parecer do procurador-geral do Município, emitido dia 14 de maio, o secretário municipal do Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, convocou no último dia 18, audiência publica para continuar o processo de licenciamento, ignorando o parecer do procurador-geral de Teresina.
Imagem: GP1
Secretário do Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, ignorou o parecer do procurador-geral de Teresina
Secretário do Meio Ambiente, Deocleciano Guedes, ignorou o parecer do procurador-geral de Teresina
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