A forma de atuação do grupo liderado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira se assemelha a de uma máfia, na avaliação da Procuradora da República Léa Batista de Oliveira. Durante sua fala à CPI do Cachoeira, nesta terça-feira, 21, a procuradora detalhou as investigações das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, responsáveis pela investigação dos negócios de Cachoeira. O procurador Daniel Rezende Salgado, que também atuou nas operações, afirmou ser necessário investigar o caminho do dinheiro obtido pelo grupo por meio da exploração de jogos ilegais.
” [A operação] desvelou uma máfia, uma sociedade bem estrutura, mais lucrativa que uma grande empresa, montado para o cometimento de crimes de natureza grave”, disse Léa Batista de Oliveira. A Operação Monte Carlo foi responsável pela prisão de Carlinhos Cachoeira e revelou o envolvimento de agentes públicos e privados em um suposto esquema de jogos ilegais. em sua fala inicial. “O silêncio é um direito de todos, mas o código de silêncio adotado nos depoimentos à CPI e à Justiça Federal é típico de organizações mafiosas, quando um membro de grupo, com seu silêncio, quer defender o grupo e ser leal ao chefe”, complementou a procuradora.
Na avaliação do procurador Daniel Rezende Salgado, a ineficiência da atuação das autoridades públicas no combate ao jogo ilegal contribui para o grupo manter as atividades. “Para desbaratar de vez essa organização é preciso sufocá-la financeiramente”, completou Salgado, que defendeu a manutenção do confisco dos bens do grupo de Cachoeira, que já totalizam R$ 167 milhões.
Para frustração dos parlamentares, os procuradores não revelaram informações sobre a atuação de agentes públicos e privados ou de políticos no caso. Embora sustentem que há interferência de servidores e policiais no esquema, não detalharam o grau de atuação. Segundo eles, esses dados foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, responsável por repassar para autoridades competentes e dar sequência ao caso.
Léa Batista de Souza defendeu que, apesar da prisão de Cachoeira, o grupo continua em atuação. Segundo ela, as ameaças sofridas por ela e por outros membros do Judiciário são indícios de que a organização não foi desarticulada.
Cachoeira. Na semana passada, a CPI decidiu reconvocar Carlinhos Cachoeira, mas ainda não marcou data para o novo depoimento. Na primeira vez que foi à comissão, em maio, o contraventor ficou em silêncio. Nesta quarta-feira, 22, estão previstos os depoimentos do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires. Rincón foi tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, e é sócio de empresa que teria recebido R$ 600 mil reais do grupo de Cachoeira.
” [A operação] desvelou uma máfia, uma sociedade bem estrutura, mais lucrativa que uma grande empresa, montado para o cometimento de crimes de natureza grave”, disse Léa Batista de Oliveira. A Operação Monte Carlo foi responsável pela prisão de Carlinhos Cachoeira e revelou o envolvimento de agentes públicos e privados em um suposto esquema de jogos ilegais. em sua fala inicial. “O silêncio é um direito de todos, mas o código de silêncio adotado nos depoimentos à CPI e à Justiça Federal é típico de organizações mafiosas, quando um membro de grupo, com seu silêncio, quer defender o grupo e ser leal ao chefe”, complementou a procuradora.
Na avaliação do procurador Daniel Rezende Salgado, a ineficiência da atuação das autoridades públicas no combate ao jogo ilegal contribui para o grupo manter as atividades. “Para desbaratar de vez essa organização é preciso sufocá-la financeiramente”, completou Salgado, que defendeu a manutenção do confisco dos bens do grupo de Cachoeira, que já totalizam R$ 167 milhões.
Para frustração dos parlamentares, os procuradores não revelaram informações sobre a atuação de agentes públicos e privados ou de políticos no caso. Embora sustentem que há interferência de servidores e policiais no esquema, não detalharam o grau de atuação. Segundo eles, esses dados foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, responsável por repassar para autoridades competentes e dar sequência ao caso.
Léa Batista de Souza defendeu que, apesar da prisão de Cachoeira, o grupo continua em atuação. Segundo ela, as ameaças sofridas por ela e por outros membros do Judiciário são indícios de que a organização não foi desarticulada.
Cachoeira. Na semana passada, a CPI decidiu reconvocar Carlinhos Cachoeira, mas ainda não marcou data para o novo depoimento. Na primeira vez que foi à comissão, em maio, o contraventor ficou em silêncio. Nesta quarta-feira, 22, estão previstos os depoimentos do presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop), Jayme Eduardo Rincón, e o ex-corregedor da Polícia Civil de Goiás Aredes Correia Pires. Rincón foi tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, e é sócio de empresa que teria recebido R$ 600 mil reais do grupo de Cachoeira.
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