As mulheres do Piauí dependentes do crack e outras drogas poderão ganhar uma clínica pública 24 horas para internações, tratamento, acolhimento e recuperação, orçada inicialmente em R$ 1,2 milhão mais contrapartida do Estado. É o que prevê o projeto da deputada estadual Flora Izabel que será encaminhado na próxima segunda-feira à ministra dos Direitos Humanos da Presidência de República, Maria do Rosário Nunes. Além disso, a parlamentar apresentará projeto de lei que autoriza o governo do Estado a criar a clínica.
A clínica foi formatada sob nova concepção para valorizar o acolhimento, a convivência familiar e a prática de terapias ocupacionais voltadas para a qualificação profissional e para geração de renda a partir de cursos.
Além das refeições normais e dos lanches, a clínica terá também uma academia de ginástica e uma piscina para a prática de natação. A clínica será espaço de reeducação e aprendizagem de hábitos saudáveis, ajudando as mulheres a abandonarem o consumo de drogas através da elevação da autoestima e do amor à vida.
“O número de mulheres dependentes de crack e outras drogas no Piauí já é muito elevado. Para se ter ideia, a Unidade Integrada de Saúde do Bairro Mocambinho, em Teresina, internou, em 2010, 67 mulheres por causa do consumo de drogas. Em 2011, o número de mulheres internadas subiu para 83. Em muitos municípios, existe uma grande quantidade de mulheres dependentes de drogas que estão sofrendo, sem tratamento por não poderem pagar uma clínica privada, daí a necessidade dessa clínica pública”, explica Flora Izabel.
Recursos virão do Ministério da Saúde através de Plano Integrado
Ela afirmou que em alguns municípios piauienses há os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, mas a grande maioria funciona de forma precária por falta de estruturas adequadas, de recursos e de profissionais qualificados.
“Em resumo, a oferta pública de vagas para internações e tratamento de mulheres dependentes químicas é baixa na capital e nos outros 223 municípios. O projeto inicial será orçado em R$ 1,2 milhão oriundos do Ministério da Saúde através do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas mais a contrapartida do Estado do Piauí”, disse Flora Izabel.
A clínica terá um quadro de profissionais formado por clínicos, psiquiatras, educadores físicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e técnicos durante 24 horas. Além disso, manterá convênios com a Embrapa, universidades públicas e com as instituições do Sistema S, para que possa oferecer cursos de qualificação de curta duração para as mulheres assistidas.
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A clínica foi formatada sob nova concepção para valorizar o acolhimento, a convivência familiar e a prática de terapias ocupacionais voltadas para a qualificação profissional e para geração de renda a partir de cursos.
Além das refeições normais e dos lanches, a clínica terá também uma academia de ginástica e uma piscina para a prática de natação. A clínica será espaço de reeducação e aprendizagem de hábitos saudáveis, ajudando as mulheres a abandonarem o consumo de drogas através da elevação da autoestima e do amor à vida.
Imagem: José Maria Barros/GP1
Deputada Flora Izabel
Deputada Flora Izabel“O número de mulheres dependentes de crack e outras drogas no Piauí já é muito elevado. Para se ter ideia, a Unidade Integrada de Saúde do Bairro Mocambinho, em Teresina, internou, em 2010, 67 mulheres por causa do consumo de drogas. Em 2011, o número de mulheres internadas subiu para 83. Em muitos municípios, existe uma grande quantidade de mulheres dependentes de drogas que estão sofrendo, sem tratamento por não poderem pagar uma clínica privada, daí a necessidade dessa clínica pública”, explica Flora Izabel.
Recursos virão do Ministério da Saúde através de Plano Integrado
Ela afirmou que em alguns municípios piauienses há os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas, mas a grande maioria funciona de forma precária por falta de estruturas adequadas, de recursos e de profissionais qualificados.
“Em resumo, a oferta pública de vagas para internações e tratamento de mulheres dependentes químicas é baixa na capital e nos outros 223 municípios. O projeto inicial será orçado em R$ 1,2 milhão oriundos do Ministério da Saúde através do Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas mais a contrapartida do Estado do Piauí”, disse Flora Izabel.
A clínica terá um quadro de profissionais formado por clínicos, psiquiatras, educadores físicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e técnicos durante 24 horas. Além disso, manterá convênios com a Embrapa, universidades públicas e com as instituições do Sistema S, para que possa oferecer cursos de qualificação de curta duração para as mulheres assistidas.
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