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Política

Candidato pede investigação de notícia sobre suposta fraude em pesquisa eleitoral em Altos

A candidata a prefeita que teve seu nome envolvido na polêmica disse que não se pode "querer ganhar uma eleição a qualquer custo, inventando uma mentira atrás da outra"

No final da semana, a imprensa local divulgou notícia sobre um suposto crime eleitoral envolvendo o nome da candidata a prefeita de Altos Patrícia Leal e o Instituto CaptaVox.

Foram distribuídos panfletos no município de Altos com conteúdo de e-mails que supostamente teriam sido trocados entre o esposo de Patrícia, Warton Lacerda, e o diretor do instituto CaptaVox, Rodrigo Mello, em que poderiam estar negociando números de pesquisa favoráveis à candidata.

A coligação “Unidos por nossa terra”, que tem como candidato a prefeito Luis Carlos, através do advogado Marconi Nunes, entrou com um pedido de providência na Justiça Eleitoral para serem investigadas as notícias veiculadas na imprensa sobre a suposta prática de fraude em pesquisa eleitoral.

Imagem: Wanessa Gommes/GP1Marconi Nunes(Imagem:Wanessa Gommes/GP1)Marconi Nunes

O advogado pediu que seja encaminhada a notícia ao Ministério Público Eleitoral para que adote as providências cabíveis e ainda cópia da notícia à Polícia Federal para que a mesma apure o caso que foi divulgado pela imprensa para haver se houve conluio entre o esposo da candidata a prefeita Patrícia Leal e o diretor da empresa Captavox.

“Se for constatada a veracidade da cópia do panfleto é um fato grave, um crime eleitoral, mas cabe aos órgãos competentes investigar”, explicou Marconi Nunes.

Imagem: Divulgação/GP1Parte inicial do pedido feito à juíza eleitoral da 32ª Zona Eleitoral(Imagem:Divulgação/GP1)Parte inicial do pedido feito à juíza eleitoral da 32ª Zona Eleitoral

Imagem: Divulgação/GP1Parte final do pedido feito à juíza de Altos(Imagem:Divulgação/GP1)Parte final do pedido feito à juíza de Altos

O advogado disse ainda que para entrar no caso, a PF não é acionada diretamente. “A coligação que se sente prejudicada deve fazer o pedido à Justiça Eleitoral para que a mesma requisite uma investigação mais aprofundada”, disse.

“A Legislação Eleitoral é cristalina quanto ao quesito fraude em pesquisa, isto posto na Lei 9504/97, Art. 33, § 4, que essa prática constitui crime fraudulento. Nos sentindo prejudicados ratificamos o pedido de investigação sobre a notícia divulgada na imprensa”, explicou o advogado.

Candidata Patrícia Leal

A própria candidata, por meio de sua assessoria jurídica, informou que acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral para investigar a farsa. Em publicação em sua página do Facebook no final da semana, Patrícia lamentou e negou o fato e ainda completou dizendo que seu esposo tem sequer uma conta on-line do ‘Gmail’.

A candidata completou ainda dizendo que não se pode “querer ganhar uma eleição a qualquer custo, atingindo a honra das pessoas, inventando uma mentira atrás da outra” e afirmou ter certeza que “quem estiver envolvido vai ser descoberto e vai pagar por isso”.

Imagem: ReproduçãoCandidata Patrícia rebateu acusações pelo Facebook(Imagem:Reprodução)Candidata Patrícia rebateu acusações pelo Facebook

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