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"Ficamos muito tristes", diz coordenador da Rede Sustentabilidade no Piauí Luter Gonçalves

Os ministros alegaram que a legenda não atingiu o número mínimo exigido pela Justiça Eleitoral, que é de 492 mil assinaturas e assim não poderá participar das eleições 2014.

O coordenador da Rede Sustentabilidade no Piauí, Luter Gonçalves, esteve presente na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não concedeu registro ao partido da ex-senadora Marina Silva por falta de assinaturas de apoio necessárias para a criação da legenda.

O GP1 conversou com Luter que lamentou a decisão do TSE e declarou que a influência política de Marina assusta os grandes nomes políticos, e que este foi um fator decisivo para que os ministros votassem contra a concessão do registro do partido Rede Sustentabilidade.
Imagem: Germana Chaves / GP1Luter Gonçalves (Imagem:Germana Chaves / GP1)Luter Gonçalves
“A gente lamenta. Ficamos muito tristes com essa decisão. Fomos prejudicados pelos grandes nomes políticos porque eles se sentiram ameaçados com a força que o nome da Marina Silva tem no cenário político nacional. Com certeza isso teve influência nessa decisão”, desabafou Luter.

Os ministros alegaram que a legenda não atingiu o número mínimo exigido pela Justiça Eleitoral, que é de 492 mil assinaturas e assim não poderá participar das eleições 2014.

O coordenador regional do partido se mostrou indignado. Luter acredita que houve irregularidades na anulação dessas 95 mil assinaturas por parte dos cartórios eleitorais. “As assinaturas foram impugnadas sem razão. Foram 95 mil fichas de inscrições anuladas pelos cartórios sem uma justificativa aceitável. Se isso não tivesse acontecido, nós teríamos a quantidade suficiente para sermos aprovados”, disse o coordenador.
Imagem: Germana Chaves / GP1Marina Silva (Imagem:Germana Chaves / GP1)Marina Silva
Com a não aprovação da Rede, Luter Gonçalves, afirmou que “a luta continua” e que o nome de Marina Silva continua cotado para as eleições 2014. “A gente vai continuar nossa luta e a coleta das assinaturas”, declarou. Quando questionado sobre o futuro político de Marina Silva, o coordenador se mostrou confiante com relação à aceitação e preferência da ex-senadora no cenário nacional. “Existe um clamor para que ela [Marina] vá para o PPS (Partido Popular Socialista), que eu sou contra, e para o PEN (Partido Ecológico Nacional), que é o que acho mais coerente”, finalizou o coordenador, descartando também a possibilidade de Marina Silva se filiar e lançar sua candidatura com o novo Partido Solidariedade.

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