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Política

Deputado Chico Ramos defende revisão da municipalização de serviços públicos

O novo deputado afirmou que pretende exercer o seu mandato em defesa de todos os temas de interesse do povo piauiense,

 Em seu primeiro pronuncimento na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Chico Ramos (PSB) afirmou hoje (6) que o federalismo adotado pela República Brasileira está falido. Para ele, vivemos em dois brasis: o oficial encontrado na riqueza e opulência dos grandes centros e o real vivenciado no sertão, nas filas e nas favelas. “Somos geograficamente unificados mas socialmente diferenciados”, frisou.

Imagem: Caio BrunoChico Ramos (PSB)(Imagem:Caio Bruno)Chico Ramos (PSB)

Chico Ramos disse que a municipalização dos serviços públicos precisa ser revisada, pois seus resultados não estão sendo sentidos pela população. Segundo ele essa forma de gestão foi criada ainda no império, no ano de 1828, e adotada na educação na década de 30 do século passado e mais recentemente na saúde pública. “Mas o Governo Federal apenas deu obrigação aos municípios e não deu os recursos. Apenas fundos e não fez investimentos”.

O novo deputado afirmou que pretende exercer o seu mandato em defesa de todos os temas de interesse do povo piauiense, que lhe deu a honra do mandato, mas com ênfase para a saúde e a educação, “pois quando falta a saúde a sabedoria não se revela e a inteligência é inútil”, disse, citando o médico grego Heródoto, que viveu em 280 a.c.

Chico Ramos foi aparteado pelos deputados Roncali Paulo (PSDB), Evaldo Gomes (PTC), Uchôa (PSB), Mauro Tapety (PMDB), Gustavo Neiva (PSB), Belê (PSB), Lisiê Coelho (PTB) e Flora Izabel (PT). Todos eles fizeram questão de ressaltar a importância do novo parlamentar para o engrandecimento do Poder Legislativo, devido à sua grande experiência profissional como médico por mais de 50 anos e devido à sua grande cultura humanística.

Encerrando as suas palavras, Chico Ramos agradeceu aos amigos e à família, especialmente à sua esposa. “Ela assumiu a educação dos nossos filhos e suportou a minha ausência por dias e noites de plantão nos corredores, nos ambulatórios e clínicas e nas solitárias salas de cirurgia do Hospital Getúlio Vargas”.

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