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Política

Vereador Paulo Roberto cobra informações da Suzano sobre trabalhadores demitidos

O vereador afirmou que a situação se repete em vários municípios e citou o exemplo de Monsenhor Gil, onde já foi prefeito

As demissões em massa de trabalhadores da Suzano em vários municípios do Piauí suscitaram um debate na Câmara Municipal de Teresina. A discussão foi iniciada pelo vereador Paulo Roberto da Iluminação (PTB), que cobrou da Suzano informações sobre essas demissões e do governo do Estado que estude a possibilidade de inserção desses trabalhadores em programas do governo para que não fiquem em dificuldade financeira.

O vereador afirmou que a situação se repete em vários municípios e citou o exemplo de Monsenhor Gil, onde já foi prefeito. Lá, cerca de 150 mulheres que trabalhavam no viveiro da empresa foram demitidas.

Imagem: DivulgaçãoVereador Paulo Roberto(Imagem:Divulgação)Vereador Paulo Roberto

"Essas pessoas já haviam feito contas se confiando no emprego, que seria estável, e agora passam por dificuldades. Então, requeremos à Suzano informações sobre os motivos dessas demissões e ao governador para saber quais secretarias podem amparar esses trabalhadores demitidos. Quando se fala em desenvolvimento na capital, trata-se de toda a região. Precisamos ficar atentos a essas empresas que estão querendo se instalar aqui para não sermos enganados novamente", disse o parlamentar.

Vários parlamentares se manifestaram a favor do requerimento. Tiago Vasconcelos (PSB) acrescentou ainda que a Casa deveria aprovar uma moção de repúdio a atitude da empresa. "É com indignação que eu quero dizer que é inadmissível a irresponsabilidade de uma empresa que aqui disse que ia se instalar e do dia para noite saiu, usou milhões para montar um porto particular em São Luiz e alega que não tem dinheiro. Não podemos ficar calados. Se for de interesse, apresentarmos um voto de repúdio ao comportamento da empresa Suzano", disse. O voto de repúdio foi aprovado por unanimidade.

O vereador Antônio Aguiar (PTB) também solicitou informações ao governo do Estado sobre quais incentivos fiscais e benefícios foram dados para a instalação da Suzano.

"Houve um desmatamento imenso e nós acreditamos que esse desenvolvimento traria um retorno com a geração de 2.500 empregos diretos, além dos empregos indiretos, iria contribuir muito, sem falar no ICMS que iria gerar. O que percebemos é que a Suzano agiu de má fé desde o início do projeto", disse Antônio Aguiar.

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