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Política

Kleber Eulálio rebate padre Flávio Santiago e afirma estar aberto ao diálogo

O prefeito de Picos enviou resposta após matéria divulgada no GP1

O prefeito de Picos, Kleber Eulálio, reagiu com veemência às declarações proferidas pelo pároco da Paroquia de São Francisco de Assis, padre Flávio Santiago, veiculadas através do Portal GP1. Na matéria o padre afirma que o gestor picoense não dialoga com os movimentos sociais e representantes das comunidades insatisfeitas com a instalação do Aterro Sanitário. Kleber Eulálio, por sua vez, diz que o religioso falta com a verdade em suas colocações.

De acordo com o prefeito de Picos, no último dia 22, quinta-feira, o mesmo esteve reunido com os representantes dos povoados Valparaíso, Morrinhos e Bugi dos Almondes, discutindo sobre o Aterro Sanitário que está sendo construído naquela região. O encontro aconteceu no Palácio Coelho Rodrigues e, segundo Kleber, transcorria em clima tranquilo e de respeito mútuo, até a chegada do padre Flávio Santiago, já no encerramento.

“Várias ações foram acordadas visando a solução do problema. Algumas delas que deveriam inclusive ter sido implementadas no decorrer desta semana. Mas quando já encerrávamos, o padre Flávio chegou e mudou tudo o que estava combinado” – destacou o prefeito, acrescentando que o religioso transformou o que deveria ser uma semana de diálogos e entendimentos, numa semana de protestos, tensão e discórdia, como vem acontecendo nos últimos dias.

“Ele sim é o responsável pelo que está acontecendo, pois está semeando o ódio e a discórdia no seio daquelas comunidades. Eu continuo aberto ao diálogo e disposto a conversar com aqueles que queiram contribuir com a solução do problema. Se o padre parar de atrapalhar, facilmente chegaremos a uma solução” – reagiu Kleber Eulálio.
Imagem: Reprodução Prefeito de Picos(Imagem:Reprodução) Prefeito de Picos

PROTESTO NA CÂMARA


O padre Flávio Santiago liderou na tarde de ontem, quinta-feira, dia 29, um protesto dentro do plenário da Câmara de Vereadores de Picos, no horário que era realizada a sessão ordinária daquela Casa. No momento em que o vereador Irmão Zé Luís fazia uso da tribuna, o padre e os demais manifestantes rezaram um Pai Nosso e uma Ave Maria, atrapalhando o discurso do parlamentar, que na ocasião teve que ficar em silêncio.

Acontece que o ato fere o Regimento Interno da Câmara e a Lei Orgânica do Município, que em seu Artigo 71 ressalta que os vereadores são invioláveis no exercício do mandato, por suas opiniões, palavras e votos. Já o Regimento Interno, em seu Artigo 151, parágrafo 2º, Incisos I, II, III, IV e V faculta a qualquer cidadão a participação nas sessões da Câmara, na parte do recinto reservada ao público, dede que: apresente-se convenientemente trajado; não porte arma; conserve-se em silêncio durante os trabalhos; não manifeste apoio ou desaprovação ao que se passa em plenário e atenda às determinações do presidente. O presidente da Câmara, Hugo Victor, fazendo cumprir o próprio Regimento, solicitou guarnição policial.

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