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"Eu acho que é cedo para a gente falar que as duas alianças estão consolidadas",diz Paulo Martins

O prefeito Paulo Martins enfatizou que acredita que a separação do PT e do PMDB é algo reversível.

O prefeito de Campo Maior Paulo Martins (PT), concedeu entrevista ao GP1 nesta quarta-feira (08) e falou sobre atual conjuntura política local, tendo em vista as eleições de outubro.

Apesar das recentes exonerações de petistas do governo Wilson Martins, e da aliança firmada entre PSB, PMDB e PSDB para chapa majoritária, Paulo Martins disse que ainda acredita na possibilidade de haver mudanças.

“Muita coisa ainda vai acontecer. As convenções serão somente em junho. Eu ainda tenho pouca experiência de política, comecei em 2004, mas uma das coisas que me frustrava era essas colocações de partido A para partido B, querendo amarrar um compromisso e depois mudar. Então eu conheço isso há algum tempo e por isso acredito que até as convenções muita coisa vai mudar”, opinou.

Imagem: ReproduçãoPrefeito Paulo Martins(Imagem:Reprodução)Prefeito Paulo Martins

Isolamento do PT

Sobre os comentários de que o PT está isolado ou enfraquecido, devido Wilson Martins ter conseguido até agora o apoio de maior número de partidos, o petista disse não concordar.

“Hoje o PT se posiciona juntamente com o PTB e o PP. E por outro lado, o PSB com Wilson Martins se posiciona junto com PMDB e PSDB. Mas eu acho que muita coisa vai acontecer. Há entendimentos, há conversas, então eu acho que é cedo para a gente falar que as duas alianças estão consolidadas. Eu torço que as coisas dêem certo para o Piauí”, declarou.

Questionado como a candidatura de Wellington Dias pode ser considerada de oposição, tendo em vista que até pouco tempo o PT fazia parte do governo estadual, o prefeito tergiversou.

Imagem: Bárbara Rodrigues/GP1Senador Wellington Dias(Imagem:Bárbara Rodrigues/GP1)Senador Wellington Dias

“Eu vejo Wellington com uma relação muito boa com a população. Ele que tornou o governo mais próximo das pessoas mais simples e mais humildes. Tem uma boa relação com entidades, e deu espaço para pessoas negras, para a diversidade e para a mulher. Eu vejo isso muito claro. Para mim isto está acima de partido”, declarou.

O prefeito Paulo Martins enfatizou que acredita que a separação do PT e do PMDB é algo reversível.

“Acredito que são pessoas maduras que começaram a construir um projeto juntos desde 2002 e ainda tem um diálogo para que possa rever essa situação e continuar trabalhando pelo Piauí. Portanto, eu torço pelo entendimento da base aliada ainda, essa base que vinha dando certo para o Piauí. Para isso é que eu torço”, reafirmou.

Vinda de Lula e Dilma

Questionado se a possível visita de Lula ao Piauí ainda no primeiro semestre, a convite da executiva regional do PT, seria uma estratégia de fortalecer campanha de Wellington Dias, Paulo Martins não hesitou em confirmar.

“O papel do ex-presidente de acordo com a direção nacional do partido é justamente esse de andar pelo Brasil todo, para que possa fortalecer o PT e esse projeto que diminuiu a desigualdade social e mudou a cara desse país, que atualmente tem uma das menores taxas de desemprego do mundo. Então o papel do Lula é esse fortalecer um projeto que está em andamento no Brasil”, declarou.

O prefeito disse ainda que as viagens do ex-presidente Lula pelo país serão de grande importância para o projeto petista de aumentar a bancada federal do partido.

Imagem: ReproduçãoLula e Dilma(Imagem:Reprodução)Lula e Dilma

“Há uma prioridade do governo federal de eleger uma boa bancada de senadores e uma boa bancada de deputados federais. E há um pacto dos diretores nacionais do PT e da base aliada de fazer uma reforma tanto política como tributária e um pacto federativo também para fortalecer os municípios. Então para isso precisa fortalecer muito o senado e fortalecer muito os deputados federais. Então o Lula terá esse grande papel no país de fortalecer essa bancada da base aliada para poder fazer essa reforma que o Brasil tanto precisa”, declarou.

Quando o assunto é a vinda de Dilma Rousseff ao Piauí, Paulo Martins disse que acha precipitado afirmar se ela vem ou não, tendo em vista que PT e PMDB entre outros partidos que apoiam a reeleição da presidente, estão em palanques distintos.

“Eu acho muito cedo afirmar que a Dilma não vem. Acho precipitada essa discussão que está acontecendo no estado. E eu já vi o próprio governador dizendo que quer evitar ao máximo falar de política para não prejudicar sua administração. E já vi também na fala de Wellington Dias que é preciso fazer um diálogo mais interno para não prejudicar o desenvolvimento do estado”, finalizou.

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