Fechar
GP1

Política

Ao falar sobre ditadura Dilma vira alvo de críticas até dentro do próprio partido

Discurso da presidente foi entendido como posição contrária à revisão da Lei da Anistia.

A presidente Dilma Rousseff, causou frustração em políticos que defendem uma revisam da legislação, ao falar sobre uma manutenção da interpretação atual da Lei da Anistia. Os "esquerdistas" petistas reagiram e trataram a fala da presidente como um "gravíssimo erro político".

Ex-secretário de Relações Internacionais do PT nacional e representante da corrente Articulação de Esquerda, Valter Pomar postou na internet críticas, imediatamente multiplicadas por muitos petistas nas redes sociais. “A presidenta falou de sacrifícios irreparáveis. Em minha opinião, a única coisa realmente irreparável é desistir de lutar”, criticou.

“A presidenta está completamente errada. É filiada ao meu partido, votei nela, votarei de novo em 2014, defendo seu governo contra a direita e contra o esquerdismo. Mas ela erra totalmente ao dizer isto”, diz o texto.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarPresidente vira algo de críticas ao fazer discurso sobre Lei da Anistia.(Imagem:Divulgação)Presidente vira algo de críticas ao fazer discurso sobre Lei da Anistia.
Dilma, disse no seu discurso que a democracia no Brasil foi reconquista “à nossa maneira”.
Ainda disse que “houve lutas sacrifícios humanos irreparáveis”, mas também “pactos e acordos nacionais” que levaram ao ambiente democrático atual.

“Nunca deixarei de enaltecer esses lutadores e essas lutadoras, também reconheço e valorizo os pactos políticos que nos levaram à redemocratização", disse a presidente, durante uma solenidade no Palácio do Planalto na segunda-feira (31).

Ao falar sobre os pactos, na opinião de pomar, Dilma “valorizou” uma “vitória da direita, da ditadura, dos torturadores. “Note-se o seguinte: a presidenta não se limitou a ‘reconhecer’ os pactos. Ela os ‘valoriza’.”, reclamou o petista referindo-se ao discurso de Dilma.

Uma nova interpretação da Lei da Anistia é pedida através de um projeto que tem como uma das autoras a deputada Luiza Erundina (PSB). Essa nova interpretação é para que seja feita a punição de militares que praticaram crimes de tortura e sequestro. A deputada acha um absurdo que a presidente Dilma tenha adotado uma posição que contraria acordos internacionais e o crescente movimento no Brasil pedindo uma nova interpretação da lei.

Petista histórico, o coordenador do Grupo de Memória da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Gilney Viana, prefere não criticar a presidente e não se disse surpreso. “Ela já havia emitido sua posição contrária à revisão da Lei da Anistia quando criou a Comissão Nacional da Verdade. Mas me permito discordar da opinião dela. Minha opinião é outra”, ponderou.  Com informações do IG.
Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.