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Política

Hugo Napoleão faz discurso sobre criação do Estado de Israel

Em seu discurso, Hugo fez um breve relato sobre a criação do novo estado e das relações com o Brasil.

O deputado federal Hugo Napoleão, do PSD-PI, usou a tribuna da Câmara para saudar o Estado de Israel pelos seus sessenta e seis anos de criação. Estava presente a sessão o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad. Hugo fez discurso em nome da Comissão de Relações Exteriores da qual faz parte.

Em seu discurso, Hugo fez um breve relato sobre a criação do novo estado e das relações com o Brasil. Segundo o deputado as relações entre Brasil e Israel se estreitaram desde 1948, ano de fundação daquele Estado. Em 1947, Oswaldo Aranha foi nomeado chefe da delegação brasileira na Organização das Nações Unida e 16 de setembro ele presidiu a Segunda Sessão da ONU que votou o Plano para a partição da Palestina. Oswaldo Aranha passou para a história pelo seu conhecido apoio para a criação do Estado de Israel.
Imagem: DivulgaçãoHugo Napoleão em discurso(Imagem:Divulgação)Hugo Napoleão em discurso
Acrescenta Hugo que eram contra a criação de Israel não só os países árabes, como também a Grã-Bretanha, Grécia, Turquia, Argentina, China, México, Colômbia e Cuba. Por outro lado, eram favoráveis os Estados Unidos e a União Soviética. Os esforços envidados por Aranha levaram a um resultado de trinta e três votos a favor, treze contra e dez abstenções quanto à partilha da Palestina.

“Como homenagem, em Tel-Aviv, uma rua tem seu nome e também em Bersebá, no campus da Universidade de Bem-Gurion do Negev”, disse Hugo. Os dois países estabeleceram relações diplomáticas em sete de fevereiro de 1949, sendo o Brasil um dos primeiros Estados a reconhecer Israel.

“A diplomacia brasileira sempre incentivou negociações pacíficas entre países árabes e Israel, em vários foros internacionais. Atualmente, o Governo apoia o diálogo como única solução para o conflito e está disposto a contribuir, dessa forma, ao processo de paz. Assim, nossa política externa dá suporte à convocação de conferências de paz”, disse Hugo.
Imagem: DivulgaçãoHugo Napoleão(Imagem:Divulgação)Hugo Napoleão
Hugo também falou das cooperações técnicas e científicas entre Brasil e Israel. Desde 1960, Israel contribui para o desenvolvimento da agricultura do semiárido, por meio da difusão de técnicas de irrigação em regiões do Nordeste brasileiro. Existe diálogo muito bom entres as instituições privadas ou não-governamentais brasileiras e israelenses.

“Quanto ao comércio, o Brasil é hoje o maior parceiro comercial da América Latina em Israel e essa parceria tende a aumentar, em virtude do Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e Israel, que entrou em vigor em abril de 2010. Em dez anos a partir daquela data, 9.424 mil itens provenientes de Israel terão sua importação isenta de tarifas”, disse o deputado.
“No momento, de acordo com o Embaixador de Israel no Brasil, o potencial de cooperação e oportunidades é vasto, especialmente nos setores de tecnologia, saúde e segurança pública. O comércio brasileiro gera um bilhão e meio e as empresas israelenses sentem-se atraídas por nosso mercado”, falou Hugo.

Segundo Hugo, o embaixador informou que em outubro do ano passado a empresa israelense Protalix firmou um acordo de fornecimento e tecnologia com a Fundação Oswaldo Cruz. “No campo do turismo, nos lembra o Embaixador, cada vez mais brasileiros têm visitado a Terra Santa, com os números de 2012 vinte por cento maiores que os de 2011”, disse.

Em tecnologia, de acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil, desde 2010 Brasil e Israel atuam em um programa conjunto de pesquisa industrial. Em 2012, empresas brasileiras e israelenses dos setores de Tecnologia de Informação, Comunicação e Segurança Pública foram convidadas a elaborarem propostas de cooperação que resultassem no desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços de aplicação de industrial direcionados à comercialização no mercado doméstico e global.
Imagem: DivulgaçãoHugo Napoleão na Câmara(Imagem:Divulgação)Hugo Napoleão na Câmara
Hugo disse também que tem a honra de ser membro do conselho de economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio da São Paulo cujo Presidente, Abram Szajman, e Coordenador Isaac Jardanovski, Arnaldo Niskier, Jacob Klintowitz, Josef Barat, Luiz Gornstein, Mário Ernesto Humberg, Paulo Nathanael, Ney Figueredo, Ney Prado, Ozires Silva, Adib Janete, Cláudio Lembo,Ives Gandra da Silva Martins, Vicente Marotta Rangel,Marcos Azambuja,Roberto Abdenur.

“Isto posto, gostaria de finalizar enfatizando nossos vínculos culturais, que já vem de longa data, datando do Brasil colônia e se estabelecendo a partir do final do século XIX. O Brasil possui hoje a segunda maior colônia judaica da América Latina. Mais de cem mil judeus vivem no Brasil e cerca de vinte mil brasileiros vivem em Israel, ilustrando e mantendo vivas nossas histórias e passados comuns”, finalizou.

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