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Política

PF apura existência de uma organização criminosa na Petrobras

A entidade investiga indícios de recebimento de propina.

Um ofício enviado por Cairo Costa Duarte, delegado da Polícia Federal da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros, ao juiz federal do Paraná Sérgio Fernando Moro, responsável pelo processo da operação Lava Jato, afirma que a PF apura a existência de uma "organização criminosa no seio" da Petrobras.

Imagem: DivulgaçãoClique para ampliarPF investiga possível organização criminosa na Petrobras.(Imagem:Divulgação)PF investiga possível organização criminosa na Petrobras.
O delegado relaciona a operação Lava Jato, que investigou um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com a compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006, a US$ 1,2 bilhão. A entidade investiga indícios de recebimento de propina pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa no suposto esquema e o aponta como ex-representante da estatal no Comitê Interno da Refinaria de Pasadena.

Três inquéritos foram abertos pela Polícia Federal para apurar denúncias contra a estatal – a compra da refinaria de Pasadena, em 2006, suspeitas de que funcionários da Petrobras teriam recebido propina de uma empresa holandesa durante assinatura de contratos e a venda da refinaria de San Lorenzo (Argentina), em 2010.

A compra da refinaria de Pasadena, além de outras questões que envolvem a Petrobras, tais como a construção da refinaria de Abreu e Lima, no Porto de Suape, em Pernambuco, são investigadas por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.

"Apura-se a possível existência de uma organização criminosa no seio da Empresa Petrobras que atuaria desviando recursos com consequente remessa de valores ao exterior e retorno de numerário via empresas off shore", diz o delegado no ofício.

No ofício, de 22 de abril, o delegado tinha pedido que os documentos fossem compartilhados com os responsáveis pela investigação da compra da refinaria de Pasadena. Duarte afirmou ao juiz federal que o compartilhamento dos dados seria "de grande valia" e que a medida se faz necessária.

O delegado Duarte diz também que, "em linhas gerais", possíveis valores teriam sido enviados ou mantidos no exterior sem declaração a órgãos competentes na negociação que envolveu a compra da refinaria de Pasadena.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, na última segunda-feira (19), determinou à Justiça Federal do Paraná o envio de todos os inquéritos da operação Lava Jato ao STF, devido as investigações apontarem ligação entre o doleiro Alberto Youssef e os deputados André Vargas (sem partido-PR), Luiz Argôlo (SDD-BA) e Cândido Vaccarezza (PT-SP). Com informações do G1.

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