Imagem: Givaldo Barbosa / Arquivo O Globo
Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União
Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União Os ministros do Tribunal de Contas da União irão decidir, entre outras questões, se o governo federal usou manobras para aliviar as contas de 2014. Essas manobras são mais conhecidas como “pedaladas fiscais” e apesar da possível relação, as contas do ano passado fecharam com o pior resultado da história.
O parecer do TCU é apenas técnico e serve como uma recomendação para o Congresso, que faz o julgamento político da atuação do governo.
Na votação, os parlamentares decidem se o governo descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, que exige o uso correto do dinheiro público.
Consequências de uma possível rejeição
Uma das consequências caso as contas do governo sejam rejeitadas é a responsabilização da presidente Dilma e dos membros do Executivo. Essa seria uma consequência política.
A consequência administrativa seriam as restrições nas transferências de recursos públicos e a consequência penal poderia resultar até na perda de direitos políticos de membros do Executivo.
Alguns pontos questionados pelo TCU (De acordo com matéria do G1)
- Omissão de dívidas da União com o Banco do Brasil, DNDES e FGTS nas estatísticas da dívida pública de 2014;
- Adiantamentos concedidos pela Caixa Econômica Federal à União para despesas dos programas Bolsa Família, Seguro-Desemprego e Abono Salarial entre 2013 e 2014. Esse adiantamento é chamado de “pedaladas fiscais”.
- Adiantamento concedidos pelo BNDES à União para despesas do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) entre 2010 a 2014.
- Adiantamentos concedidos pelo FGTS à União para despesas do Programa Minha Casa, Minha Vida entre 2010 a 2014.
- O governo não especificou as prioridades de gastos da administração no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014.
- Distorções em parte das informações sobre indicadores e metas previstos no Plano Plurianual entre 2012 e 2015.
- O governo liberou recursos para influir na votação do Projeto de Lei PNL 36/2014, que mudou a meta fiscal prevista para o ano passado. Com as contas no vermelho, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei para não descumprir a meta de superávit primário, que passou de R$ 116 bilhões para R$ 10,1 bilhões.
Andressa Martins
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