A comissão do Senado que investiga suspeitas de manipulação em julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) colheu, nesta quinta-feira (05), depoimentos de dois presos na operação Zelotes, entre eles, o do ex-diretor financeiro da Fundação Cultural do Piauí, Halysson Carvalho Silva, preso no dia 26 de outubro por agentes da Polícia Federal.
Em depoimento, Halysson Carvalho afirmou ser acusado por extorsão, embora tenha declarado não ter relação com a Carf e nem o seu significado. Ela disse que trabalha em Teresina como comerciante em uma empresa de distribuição de bebidas e negou ter relação com José Ricardo da Silva, que também foi preso, quem ele afirma ter conhecido na penitenciária.
De acordo com o site G1, o ex-diretor financeiro da Fundac também declarou que encontrou Mauro Marcondes Machado, vice-presidente afastado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), após ser preso. Eles teriam se encontrado em 2010.
Questionado sobre sua atuação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Halysson disse que "é isso que o advogado está tentando levantar". Afirmou, ainda, que "não é ninguém" para atuar no Carf e que "nunca viu" um conselheiro do Carf.
A defesa de Halysson argumentou que o processo atribui ao ex-diretor da Fundac um email que não pertence a ele e que, inclusive, o email foi redigido com correção gramatical, quando nem formado Halysson é.
O advogado acredita que o email de Halysson pode ter sido usado por outra pessoa durante a campanha de 2010, quando ele foi candidato a deputado federal pelo PMDB. No mesmo ano, ele disse ter ido a São Paulo duas vezes, mas declarou que não lembra quem pagou a passagem e qual era o compromisso na cidade. "Eu acho que está havendo algum engano", afirmou.
A senadora Vanessa Grazziotin chegou a perguntar a Halysson se ele estava "tentando enrolar" os parlamentares da CPI. "Não, senhora. Não tenho motivo para enrolar", respondeu.
Também foi colhido o depoimento de Eduardo Valadão, sócio do ex-conselheiro do Carf José Ricardo. Valadão não respondeu a questionamentos e disse que permaneceria calado mesmo em uma reunião fechada. "Como já existe um processo instaurado, eu prefiro não fazer qualquer tipo de apresentação em relação ao caso. Gostaria de utilizar meu direito constitucional de me manter calado", afirmou.
Nesta quinta-feira, a comissão também rejeitou os requerimentos que solicitavam a convocação do empresário Luís Cláudio Lula da Silva – filho mais novo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Erenice Guerra (Casa Civil).
Prisão
Halysson Carvalho Silva foi preso em São Paulo no dia 26 de outubro, suspeito de tentar extorquir o empresário Eduardo Sousa Ramos para obter dele US$ 1,5 milhão, para não denunciar esquema que estava sendo realizado por empresas para conseguirem aprovação de medidas provisórias.
Advogado de defesa nega acusações
Em entrevista exclusiva ao GP1, o advogado de defesa João Neto afirmou que Halysson é inocente e que nunca mandou e-mails ou fez ligações tentando extorquir empresas, como afirma a ação da Polícia Federal. O advogado ainda disse que o delegado responsável pela operação errou ao envolver Hallyson nesse caso.
Negado pedido de liberdade
Na sexta-feira (30) a Justiça Federal, através da juíza Célia Regina Ody Bernardes, negou os pedidos de liberdade e de conversão de prisão preventiva para domiciliar.
A solicitação de conversão em prisão preventiva para prisão domiciliar foi justificado pela defesa em razão dos cuidados especiais que a filha de Halysson exige, o pedido também foi negado pela juíza, que justificou que o acusado não é “imprescindível’ aos cuidados da criança, uma vez que a mãe está apta a prestá-los”.
Operação Zelotes
Halysson Carvalho foi preso, na segunda-feira (26), durante a quarta operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal.
De acordo com a PF, as provas indicam que houve corrupção de agentes públicos para que uma lei que beneficiasse o setor automotivo fosse elaborada e, depois aprovada. No caso de Hallyson, se trata da Medida Provisória (MP) 471 que prorrogou incentivos tributários por cinco anos e beneficiou empresas do setor automobilístico.
A MP foi aprovada pelo Senado em março de 2010 e sancionada pela Presidência da República. Montadoras de veículos estão sendo investigadas por envolvimento no caso, pois lobistas teriam negociado até R$ 36 milhões em pagamentos com montadoras de veículos para conseguir aprovação da MP no Congresso.
Segundo ação da Polícia Federal, Halysson teria extorquido a empresa MMC Automotores do Brasil Ltda exigindo o pagamento de US$ 1,5 milhão para não entregar um dossiê sobre o caso à imprensa ou para oposição do governo. A extorsão teria sido motivada por falta de pagamento da propina inicialmente negociada pelo consórcio SGR/Marcondes & Mautoni, que tinha expectativa de receber R$ 32 milhões. O caso é de outubro de 2010.
Transferência para Brasília
Na última segunda-feira (02), Halysson Carvalho foi transferido de São Paulo para Brasília. Ele está na sede da superintendência da corporação em Brasília à disposição da 10ª Vara Federal
Em depoimento, Halysson Carvalho afirmou ser acusado por extorsão, embora tenha declarado não ter relação com a Carf e nem o seu significado. Ela disse que trabalha em Teresina como comerciante em uma empresa de distribuição de bebidas e negou ter relação com José Ricardo da Silva, que também foi preso, quem ele afirma ter conhecido na penitenciária.
De acordo com o site G1, o ex-diretor financeiro da Fundac também declarou que encontrou Mauro Marcondes Machado, vice-presidente afastado da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), após ser preso. Eles teriam se encontrado em 2010.
Imagem: Divulgação
Ex-diretor da Fundac Halysson Carvalho
Ex-diretor da Fundac Halysson CarvalhoQuestionado sobre sua atuação no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, Halysson disse que "é isso que o advogado está tentando levantar". Afirmou, ainda, que "não é ninguém" para atuar no Carf e que "nunca viu" um conselheiro do Carf.
A defesa de Halysson argumentou que o processo atribui ao ex-diretor da Fundac um email que não pertence a ele e que, inclusive, o email foi redigido com correção gramatical, quando nem formado Halysson é.
O advogado acredita que o email de Halysson pode ter sido usado por outra pessoa durante a campanha de 2010, quando ele foi candidato a deputado federal pelo PMDB. No mesmo ano, ele disse ter ido a São Paulo duas vezes, mas declarou que não lembra quem pagou a passagem e qual era o compromisso na cidade. "Eu acho que está havendo algum engano", afirmou.
A senadora Vanessa Grazziotin chegou a perguntar a Halysson se ele estava "tentando enrolar" os parlamentares da CPI. "Não, senhora. Não tenho motivo para enrolar", respondeu.
Também foi colhido o depoimento de Eduardo Valadão, sócio do ex-conselheiro do Carf José Ricardo. Valadão não respondeu a questionamentos e disse que permaneceria calado mesmo em uma reunião fechada. "Como já existe um processo instaurado, eu prefiro não fazer qualquer tipo de apresentação em relação ao caso. Gostaria de utilizar meu direito constitucional de me manter calado", afirmou.
Nesta quinta-feira, a comissão também rejeitou os requerimentos que solicitavam a convocação do empresário Luís Cláudio Lula da Silva – filho mais novo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – e dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e Erenice Guerra (Casa Civil).
Prisão
Halysson Carvalho Silva foi preso em São Paulo no dia 26 de outubro, suspeito de tentar extorquir o empresário Eduardo Sousa Ramos para obter dele US$ 1,5 milhão, para não denunciar esquema que estava sendo realizado por empresas para conseguirem aprovação de medidas provisórias.
Advogado de defesa nega acusações
Em entrevista exclusiva ao GP1, o advogado de defesa João Neto afirmou que Halysson é inocente e que nunca mandou e-mails ou fez ligações tentando extorquir empresas, como afirma a ação da Polícia Federal. O advogado ainda disse que o delegado responsável pela operação errou ao envolver Hallyson nesse caso.
Negado pedido de liberdade
Na sexta-feira (30) a Justiça Federal, através da juíza Célia Regina Ody Bernardes, negou os pedidos de liberdade e de conversão de prisão preventiva para domiciliar.
A solicitação de conversão em prisão preventiva para prisão domiciliar foi justificado pela defesa em razão dos cuidados especiais que a filha de Halysson exige, o pedido também foi negado pela juíza, que justificou que o acusado não é “imprescindível’ aos cuidados da criança, uma vez que a mãe está apta a prestá-los”.
Operação Zelotes
Halysson Carvalho foi preso, na segunda-feira (26), durante a quarta operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal.
De acordo com a PF, as provas indicam que houve corrupção de agentes públicos para que uma lei que beneficiasse o setor automotivo fosse elaborada e, depois aprovada. No caso de Hallyson, se trata da Medida Provisória (MP) 471 que prorrogou incentivos tributários por cinco anos e beneficiou empresas do setor automobilístico.
A MP foi aprovada pelo Senado em março de 2010 e sancionada pela Presidência da República. Montadoras de veículos estão sendo investigadas por envolvimento no caso, pois lobistas teriam negociado até R$ 36 milhões em pagamentos com montadoras de veículos para conseguir aprovação da MP no Congresso.
Segundo ação da Polícia Federal, Halysson teria extorquido a empresa MMC Automotores do Brasil Ltda exigindo o pagamento de US$ 1,5 milhão para não entregar um dossiê sobre o caso à imprensa ou para oposição do governo. A extorsão teria sido motivada por falta de pagamento da propina inicialmente negociada pelo consórcio SGR/Marcondes & Mautoni, que tinha expectativa de receber R$ 32 milhões. O caso é de outubro de 2010.
Transferência para Brasília
Na última segunda-feira (02), Halysson Carvalho foi transferido de São Paulo para Brasília. Ele está na sede da superintendência da corporação em Brasília à disposição da 10ª Vara Federal
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