Parlamentares questionaram, nesta quarta-feira (5), a metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na estimativa populacional dos municípios brasileiros em audiência pública na Comissão Especial das Contas Públicas presidida pelo deputado piauiense Júlio César (PSD-PI).
O assessor da diretoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cláudio Dutra Crespo, explicou que os municípios brasileiros serão estimados até 2021 com a tendência observada entre os censos demográficos de 2000 e 2010.
O deputado Júlio César disse que o corte de orçamento do instituto vai prejudicar os trabalhos do levantamento de dados dos municípios brasileiros e que os prazos para as pesquisas que agora foram ampliados pelo Governo Federal aumenta a probabilidade de erros do censo. "Eu fico preocupado, porque fazer uma projeção para o ano 2020 de um censo que aconteceu entre 2000 e 2010 aumenta a probabilidade de erros, por exemplo, se determinado município receber um empreendimento e aumentar sua população não há como estimar, precisamente, essa mudança populacional, e censos com intervalos maiores podem prejudicar consideravelmente os municípios”.
A deputada Conceição Sampaio (PP-AM) alertou que a metodologia é mais preocupante quando "se deve pensar em políticas públicas para determinadas localidades, de acordo com a estimativa do IGBE", afirmou.
"Não questionamos a entidade, mas os números apresentados pelo IBGE. Quando eu era vereadora em Manaus (AM), quase conseguimos um centro público local. Mas, tempos depois, perdemos o convênio porque a estimativa populacional mudou drasticamente naquela localidade", afirmou Sampaio.
Instalada no fim de abril, a comissão pretende fazer uma análise detalhada da situação contábil do País: a entrada e a distribuição dos recursos financeiros que circulam na União, nos estados e municípios.
O assessor da diretoria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cláudio Dutra Crespo, explicou que os municípios brasileiros serão estimados até 2021 com a tendência observada entre os censos demográficos de 2000 e 2010.
Imagem: Divulgação
Cláudio Dutra Crespo e Júlio César
Os parlamentares manifestaram preocupação com as mudanças nas estimativas populacionais que impactam diretamente no cálculo de repasses constitucionais e na programação, pelos municípios, de políticas públicas locais.
Cláudio Dutra Crespo e Júlio CésarO deputado Júlio César disse que o corte de orçamento do instituto vai prejudicar os trabalhos do levantamento de dados dos municípios brasileiros e que os prazos para as pesquisas que agora foram ampliados pelo Governo Federal aumenta a probabilidade de erros do censo. "Eu fico preocupado, porque fazer uma projeção para o ano 2020 de um censo que aconteceu entre 2000 e 2010 aumenta a probabilidade de erros, por exemplo, se determinado município receber um empreendimento e aumentar sua população não há como estimar, precisamente, essa mudança populacional, e censos com intervalos maiores podem prejudicar consideravelmente os municípios”.
Imagem: Divulgação
Deputados questionam métodos do IBGE na estimativa populacional dos municípios
Deputados questionam métodos do IBGE na estimativa populacional dos municípiosA deputada Conceição Sampaio (PP-AM) alertou que a metodologia é mais preocupante quando "se deve pensar em políticas públicas para determinadas localidades, de acordo com a estimativa do IGBE", afirmou.
"Não questionamos a entidade, mas os números apresentados pelo IBGE. Quando eu era vereadora em Manaus (AM), quase conseguimos um centro público local. Mas, tempos depois, perdemos o convênio porque a estimativa populacional mudou drasticamente naquela localidade", afirmou Sampaio.
Instalada no fim de abril, a comissão pretende fazer uma análise detalhada da situação contábil do País: a entrada e a distribuição dos recursos financeiros que circulam na União, nos estados e municípios.
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