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Política

Marina Silva diz que governo Temer pode paralisar Lava Jato

A ex-ministra é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A ex-ministra Marina Silva confirmou que a Rede Sustentabilidade, seu partido, é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Marina disse que a chegada do vice-presidente Michel Temer ao poder, pode paralisar as investigações da Operação Lava Jato.

Segundo a Veja, a ex-senadora declarou que o Partido do Trabalhadores (PT) e o PMDB são "faces da mesma moeda". E que eles são os principais responsáveis pelos escândalos de corrupção que afetam o país. As declarações aconteceram em uma reunião da executiva da sigla, chamada de elo nacional, em Brasília.

Imagem: Sergio Moraes/ReutersA ex-ministra é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. (Imagem:Sergio Moraes/Reuters)A ex-ministra é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Luiz Eduardo Soares, um dos porta-vozes do partido, disse que se a presidente Dilma Rousseff for afastada do cargo, a coalizão de partidos que se formará para dar sustentação a um eventual governo de Temer poderia pressioná-lo a colocar obstáculos aos avanços da operação Lava Jato.

Cassação


Marina Silva disse que a Rede se Sustentabilidade é a favor do processo de cassação do mandato de Dilma e Temer que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ex-senadora espera que a Operação Lava Jato, possa dar suporte para a ação, que pode revelar o uso de dinheiro da Petrobras para a campanha a presidência em 2014. A ex-ministra também criticou a política econômica adotada por Dilma e disse que o Brasil vive uma "crise sem precedentes".

Crise

A ex-senadora disse recentemente em uma entrevista que "tanto o PT como o PMDB, tanto a presidente quanto o vice-presidente são responsáveis pela crise, responsáveis pelos desmandos que estão acontecendo, inclusive na Petrobras".

"Do lado da presidente temos o então líder do governo [no Senado, Delcídio do Amaral], o tesoureiro do seu partido [João Vaccari Neto] envolvidos e presos. E do lado do vice-presidente temos o presidente do Senado [Renan Calheiros] e o presidente da Câmara [Eduardo Cunha] igualmente envolvidos, inclusive com pedido de afastamento do deputado Eduardo Cunha", reafirmando o envolvimento de todos.

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