O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu na tarde deste sábado (05), a visita estratégica da então presidente Dilma Rousseff, no prédio onde ele mora com a mulher Marisa Letícia. O ministro da Casa Civil, Jacques Wagner também esteve presente.
Eles acenaram para os manifestantes que se aglomeraram lá embaixo pela varanda do apartamento. Antes de Dilma chegar ao local, Lula cumprimentou da portaria do prédio alguns militantes que faziam manifestações a favor dele. Também tinham grupos contra o governo petista. Segundo estimativa da Polícia Militar, havia cerca de 250 pessoas na rua no momento da visita.
Segundo a Veja, além de um simples gesto de solidariedade após as denúncias contra Lula na 24ª fase da Operação Lava Jato, o encontro serviu para decidir as estratégias que o PT deve tomar sobre a delação de Delcídio do Amaral à Polícia Federal.
Além de Dilma e Jacques Wagner, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho; o de Santo André (SP), Carlos Grana; petista Tarcisio Secoli e o advogado Sigmaringa Seixas participaram da comitiva.
Delação premiada
Em um acordo de delação premiada de quase 400 páginas, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) revelou à PF o envolvimento direto de Lula e Dilma nas tentativas de interrupções das investigações da Operação Lava Jato. A informação foi divulgada na última quinta-feira (03), pela revista "Isto É".
Delcídio cita o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que ele era ciente do esquema de corrupção na Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações da Polícia Federal. Ele apontou Lula como o responsável pelo plano de fuga oferecida ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, investigado na operação, e de ter dado dinheiro a testemunhas, em troca de silêncio.
O ex-presidente ainda teria sido o organizador do encontro entre Delcídio e o filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, que acabou ocasionando a prisão do senador. Ele foi preso no dia 25 de novembro do ano passado e liberado em fevereiro.
24ª fase da Lava Jato
A 24ª fase da Operação Lava Jato batizada de Aletheia (significa “busca da verdade” em grego) tem Lula como o alvo principal das investigações. Ontem ele foi encaminhado a sede da PF, localizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para prestar depoimentos.
Os crimes investigados nessa operação são corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto de esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras.
Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva - quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Duzentos policiais federais e 30 auditores da Receita Federal.
Imagem: Paulo Whitaker
Marisa, Dilma e Lula
Marisa, Dilma e LulaEles acenaram para os manifestantes que se aglomeraram lá embaixo pela varanda do apartamento. Antes de Dilma chegar ao local, Lula cumprimentou da portaria do prédio alguns militantes que faziam manifestações a favor dele. Também tinham grupos contra o governo petista. Segundo estimativa da Polícia Militar, havia cerca de 250 pessoas na rua no momento da visita.
Segundo a Veja, além de um simples gesto de solidariedade após as denúncias contra Lula na 24ª fase da Operação Lava Jato, o encontro serviu para decidir as estratégias que o PT deve tomar sobre a delação de Delcídio do Amaral à Polícia Federal.
Além de Dilma e Jacques Wagner, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho; o de Santo André (SP), Carlos Grana; petista Tarcisio Secoli e o advogado Sigmaringa Seixas participaram da comitiva.
Delação premiada
Em um acordo de delação premiada de quase 400 páginas, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) revelou à PF o envolvimento direto de Lula e Dilma nas tentativas de interrupções das investigações da Operação Lava Jato. A informação foi divulgada na última quinta-feira (03), pela revista "Isto É".
Delcídio cita o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando que ele era ciente do esquema de corrupção na Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações da Polícia Federal. Ele apontou Lula como o responsável pelo plano de fuga oferecida ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, investigado na operação, e de ter dado dinheiro a testemunhas, em troca de silêncio.
O ex-presidente ainda teria sido o organizador do encontro entre Delcídio e o filho do ex-diretor, Bernardo Cerveró, que acabou ocasionando a prisão do senador. Ele foi preso no dia 25 de novembro do ano passado e liberado em fevereiro.
24ª fase da Lava Jato
A 24ª fase da Operação Lava Jato batizada de Aletheia (significa “busca da verdade” em grego) tem Lula como o alvo principal das investigações. Ontem ele foi encaminhado a sede da PF, localizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para prestar depoimentos.
Os crimes investigados nessa operação são corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto de esquema criminoso revelado e relacionado à Petrobras.
Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva - quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Duzentos policiais federais e 30 auditores da Receita Federal.
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