Após a aprovação da abertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara Federal, o vice Michel Temer (PMDB) deve aproveitar esse período de avaliação do Senado para decidir as primeiras medidas do governo, o qual poderá ser substituto, segundo a ‘Folha’. O processo que precisava de 342 votos para seguir ao Senado teve 367 favoráveis, 137 contrários, sete abstenções e duas ausências.
De acordo com assessores, a ideia é deixar claro que a saída de Dilma e entrada de Temer na presidência da República não acarretará no fim dos programas sociais deixados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como o Bolsa Família, ProUni e Fies.
A orientação é que ele não faça declarações a respeito do futuro governo até a decisão do Senado. Porém, a previsão é que ele se pronuncie e argumente que a saída da crise política é a “unificação e pacificação das forças políticas”, como afirmado por ele em um áudio que ele enviou “acidentalmente” aos membros do PMDB antes mesmo da votação do impeachment.
A equipe do vice afirmou que ele deve iniciar as discussões com a futura base aliada, não descartando negociações com petistas como forma de “simpatizar” com movimentos sociais. O vice também deve tentar aproximação com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para incentivar celeridade ao processo contra a presidente que tem até o final da primeira quinzena de maio para votar, mas que é permitido o cumprimento antes do prazo, até o final de abril.
Uma fonte declarou à ‘Folha’ que Temer deve reduzir os ministérios de 31 para menos de 20 e que uma das prioridades dele é decidir quem assume o Ministério da Fazenda, cotado os nomes de dois ex-presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles e Armínio Fraga.
Processo de impeachment
Ontem (17), a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de afastamento contra Dilma e o texto agora segue para o Senado Federal. Se o texto for aprovado por 41 dos 81 senadores (maioria simples), Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento final, onde então deve ter no mínimo dois terços do total de votos favoráveis para a cassação da presidente, que equivale a 54 senadores. A partir daí, quem assume a governança do país até as próximas eleições é o vice-presidente, Michel Temer. Porém, se ela for absolvida, reassume imediatamente o mandato.
Imagem: Foto: Folha de São Paulo
Michel Temer
Michel TemerDe acordo com assessores, a ideia é deixar claro que a saída de Dilma e entrada de Temer na presidência da República não acarretará no fim dos programas sociais deixados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) como o Bolsa Família, ProUni e Fies.
A orientação é que ele não faça declarações a respeito do futuro governo até a decisão do Senado. Porém, a previsão é que ele se pronuncie e argumente que a saída da crise política é a “unificação e pacificação das forças políticas”, como afirmado por ele em um áudio que ele enviou “acidentalmente” aos membros do PMDB antes mesmo da votação do impeachment.
A equipe do vice afirmou que ele deve iniciar as discussões com a futura base aliada, não descartando negociações com petistas como forma de “simpatizar” com movimentos sociais. O vice também deve tentar aproximação com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para incentivar celeridade ao processo contra a presidente que tem até o final da primeira quinzena de maio para votar, mas que é permitido o cumprimento antes do prazo, até o final de abril.
Uma fonte declarou à ‘Folha’ que Temer deve reduzir os ministérios de 31 para menos de 20 e que uma das prioridades dele é decidir quem assume o Ministério da Fazenda, cotado os nomes de dois ex-presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles e Armínio Fraga.
Processo de impeachment
Ontem (17), a Câmara dos Deputados autorizou a abertura do processo de afastamento contra Dilma e o texto agora segue para o Senado Federal. Se o texto for aprovado por 41 dos 81 senadores (maioria simples), Dilma é afastada do cargo por até 180 dias para o julgamento final, onde então deve ter no mínimo dois terços do total de votos favoráveis para a cassação da presidente, que equivale a 54 senadores. A partir daí, quem assume a governança do país até as próximas eleições é o vice-presidente, Michel Temer. Porém, se ela for absolvida, reassume imediatamente o mandato.
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