Após a votação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, o foco volta para o presidente da Casa, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é acusado de quebra de decoro parlamentar por mentir durante Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a aquisição de contas bancárias secretas na Suíça.
De acordo com informações da ‘Uol’, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) revelou que o presidente da Câmara dos Deputados deve receber pena branda no Conselho de Ética. Segundo ele, as “mentiras e omissões” de Cunha, apesar de graves, não são passíveis de cassação. Porém, uma das possibilidades de punição é a suspensão do mandato.
Por conta dos três dias de trabalhos intensos na Câmara, Cunha decretou feriado prolongado de uma semana para os parlamentares. Por esse motivo, nesta semana não haverá sessões no colegiado, mas na próxima serão ouvidos o lobista Fernando Soares, o ex-dirigente da BR Distribuidora, João Augusto Henriques e Fernando Baiano como testemunhas do processo contra o presidente da Casa. Também são esperados os documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que comprovariam as contas ocultas no exterior.
Para o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), Cunha não irá renunciar o cargo e não tem como fazer um “acordo com 367 pessoas”, se referindo ao total de deputados que votaram a favor do afastamento de Dilma da presidência, no qual foi conduzido pelo peemedebista na Câmara. “É esdrúxulo imaginar que Eduardo Cunha mereça anistia por ter patrocinado o impeachment”, ressaltou.
Ainda conforme o ‘Estadão’, o presidente da Câmara afirmou que as denúncias contra ele no Conselho de Ética estão relacionadas apenas com a possível falta de verdade de seu depoimento espontâneo à CPI. “Acho engraçado quando vejo as entrevistas do Advogado Geral da União pedindo que o Supremo limite a denúncia contra a presidente. Mas quando se trata de mim, não tem limite”.
Segundo o ‘Estadão’, Cunha tem o apoio dos partidos do “Centrão” e de parte da oposição, no entanto, como o voto será aberto em plenário, o resultado é imprevisível. Aliados contam atualmente com os partidos: PP, PR, PTB, PSD, PRB, PSC, Solidariedade e parte do DEM, e avaliam como a maioria no Conselho.
Nos bastidores da Casa, alguns nomes são cotados para assumir a presidência da Câmara em 2017, entre eles, o líder do PTB e relator do impeachment de Dilma, Jovair Arantes (GO), o líder do PSD e presidente da Comissão Especial que avaliou o processo contra a presidente da República, o ex-líder do PR, Maurício Quintella Lessa (AL) e o líder do PSC, André Moura (SE). Ambos são aliados do peemedebista.
Troca pode favorecer Cunha
A nova titular no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Tia Eron (PRB-BA), entrou defendendo o desempenho do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no comando da mesma. Ela substituiu o ex-relator do caso, o deputado Fausto Pinato (PP) que renunciou à vaga e ao cargo de segundo vice-presidente do grupo.
Vale ressaltar que o voto dela é considerado decisivo para o futuro de Cunha, pois o voto de Pinato era contrário ao peemedebista, já a de Tia Eron provavelmente será favorável. Com isso, o Conselho fica com 11 votos a favor e dez contra.
O Conselho de Ética tem até o dia 19 de maio para encerrar a fase de instrução e até o dia dois de junho para realizar a votação do parecer final do relator Marcos Rogério (DEM-RO).
Imagem: Marcelo Camargo
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha
Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo CunhaDe acordo com informações da ‘Uol’, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) revelou que o presidente da Câmara dos Deputados deve receber pena branda no Conselho de Ética. Segundo ele, as “mentiras e omissões” de Cunha, apesar de graves, não são passíveis de cassação. Porém, uma das possibilidades de punição é a suspensão do mandato.
Por conta dos três dias de trabalhos intensos na Câmara, Cunha decretou feriado prolongado de uma semana para os parlamentares. Por esse motivo, nesta semana não haverá sessões no colegiado, mas na próxima serão ouvidos o lobista Fernando Soares, o ex-dirigente da BR Distribuidora, João Augusto Henriques e Fernando Baiano como testemunhas do processo contra o presidente da Casa. Também são esperados os documentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) que comprovariam as contas ocultas no exterior.
Para o deputado Mendonça Filho (DEM-PE), Cunha não irá renunciar o cargo e não tem como fazer um “acordo com 367 pessoas”, se referindo ao total de deputados que votaram a favor do afastamento de Dilma da presidência, no qual foi conduzido pelo peemedebista na Câmara. “É esdrúxulo imaginar que Eduardo Cunha mereça anistia por ter patrocinado o impeachment”, ressaltou.
Ainda conforme o ‘Estadão’, o presidente da Câmara afirmou que as denúncias contra ele no Conselho de Ética estão relacionadas apenas com a possível falta de verdade de seu depoimento espontâneo à CPI. “Acho engraçado quando vejo as entrevistas do Advogado Geral da União pedindo que o Supremo limite a denúncia contra a presidente. Mas quando se trata de mim, não tem limite”.
Segundo o ‘Estadão’, Cunha tem o apoio dos partidos do “Centrão” e de parte da oposição, no entanto, como o voto será aberto em plenário, o resultado é imprevisível. Aliados contam atualmente com os partidos: PP, PR, PTB, PSD, PRB, PSC, Solidariedade e parte do DEM, e avaliam como a maioria no Conselho.
Nos bastidores da Casa, alguns nomes são cotados para assumir a presidência da Câmara em 2017, entre eles, o líder do PTB e relator do impeachment de Dilma, Jovair Arantes (GO), o líder do PSD e presidente da Comissão Especial que avaliou o processo contra a presidente da República, o ex-líder do PR, Maurício Quintella Lessa (AL) e o líder do PSC, André Moura (SE). Ambos são aliados do peemedebista.
Troca pode favorecer Cunha
A nova titular no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, Tia Eron (PRB-BA), entrou defendendo o desempenho do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no comando da mesma. Ela substituiu o ex-relator do caso, o deputado Fausto Pinato (PP) que renunciou à vaga e ao cargo de segundo vice-presidente do grupo.
Imagem: Brasil 247
Tia Eron (PRB-BA)
Tia Eron (PRB-BA)Vale ressaltar que o voto dela é considerado decisivo para o futuro de Cunha, pois o voto de Pinato era contrário ao peemedebista, já a de Tia Eron provavelmente será favorável. Com isso, o Conselho fica com 11 votos a favor e dez contra.
O Conselho de Ética tem até o dia 19 de maio para encerrar a fase de instrução e até o dia dois de junho para realizar a votação do parecer final do relator Marcos Rogério (DEM-RO).
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